Aconselhamento Pastoral
Livro: Aconselhamento Cristão
Editora: Nova Vida - Gary R.Collins
1) Explique qual deveria ser o papel da Igreja no aconselhamento.
De acordo com a bíblia, os cristãos devem ensinar tudo o que Cristo nos ordenou e ensinou. Ensinar tudo o que Cristo ensinou, portanto, inclui instrução na doutrina, mas abrange também ajudar as pessoas a se entenderem melhor com Deus, com o próximo e consigo mesmas.
A igreja deve ser vista como uma comunidade terapêutica. Jesus falou com freqüência a indivíduos sobre as suas necessidades pessoais e ele se reunia muitas vezes com pequenos grupos. O principal entre estes foram os discípulos que ele preparou para o suceder após a ascensão. Foi em uma dessas ocasiões que ele mencionou a igreja pela primeira vez.
Nos anos seguintes, foi esta igreja de Jesus Cristo que continuou seu ministério de ensino, evangelização, serviço e aconselhamento. Essas atividades não foram vistas como responsabilidade especial apenas dos líderes religiosos, mas sim por crentes comuns trabalhando, compartilhando e cuidando uns dos outros e dos incrédulos fora do corpo. Se lermos o livro dos Atos , bem como as Epístolas, veremos que a igreja não era apenas uma comunidade de evangelização, ensino, discipulado, mas também uma comunidade terapêutica.
Livros recentes sobre a igreja têm apresentado alguns títulos intrigantes. Como a Comunhão dos santos, Uma Comunhão Viva - Um Testemunho Dinâmico, A Comunhão Incendiária, O Corpo de Cristo, A Companhia dos Dedicados. Em contraste com esses nomes otimistas para alguns a igreja pareça mais com os títulos: Uma Reunião de Estranhos, com Bancos Cheios e Pessoas Solitárias. O corpo de Cristo que possui potencial para ser uma comunidade dinâmica, produzindo crescimento, demasiada vezes degenera em um grupo de pessoas indiferentes que jamais admite ter necessidades ou problemas, assistindo aos cultos por simples hábito, e deixando a maior parte das atividades a cargo de um pastor sobrecarregado. Para muitos a igreja local não representa ajuda ou não tem grande significado. Esta não foi seguramente a intenção de Cristo quando a igreja foi estabelecida no princípio.
A igreja foi estabelecida a fim de cumprir a grande comissão de fazer discípulos ( que inclui evangelização) e ensinar. Ela é agora encabeçada por Jesus Cristo que nos mostrou como evangelizar e ensinar, quem, pela sua vida e instrução, nos indicou os aspectos tanto práticos como teóricos do cristianismo e que resumiu seus ensinamentos em duas leis : amar a Deus e amar ao próximo.
Tudo isto deve ter lugar dentro dos limites de um grupo de crentes, tendo cada um recebido os dons e habilidades necessários para edificar a igreja. Como um grupo, guiado por um pastor, os crentes dirigem sua atenção e suas atividades para o alto, através da fraternidade e mútua divisão das cargas. Quando falta um desses elementos, o grupo fica desequilibrado e os crentes incompletos.
2) Fale sobre crises no aconselhamento.
As crises são situações mais graves que ameaçam nosso equilíbrio psicológico. Elas podem ser esperadas ou inesperadas, reais ou imaginárias, fatuais ou potenciais.
Uma crise é um perigo porque ameaça vencer a pessoa ou pessoas envolvidas. As crises envolvem a perda de alguém ou de algo importante, a mudança brusca de nosso papel ou posição, ou o aparecimento de pessoas ou acontecimentos novos ou ameaçadores. Em vista desta situação crítica ser tão intensa e única descobrimos que nossos hábitos costumeiros de tratar da tensão e de resolver problemas não funcionam mais. Isto leva a um período de confusão e espanto, geralmente acompanhado de comportamento negativo e distúrbios emocionais inclusive ansiedade., ira, desânimo, tristeza ou culpa. Embora este tumulto intelectual, comportamental e emocional geralmente seja de curta duração, ele pode persistir por várias semanas ou até mais.
As crises, porém dão às pessoas a oportunidade de mudar, crescer e desenvolver meios melhores de superá-las, pois as pessoas em crise quase sempre ficam mais abertas à ajuda externa e de Deus.
A Bíblia relata e trata de vários casos de crises, como os casos de Adão, Eva, Caim, Noé, Abraão, Isaque, José, Moisés, Sansão, Jefté, Saul, Davi, Elias, Daniel e vários outros personagens.
Segundo os escritores contemporâneos há três tipos de crise: - As crises acidentais ou situacionais, que ocorre quando surge uma ameaça repentina ou perda inesperada; - As crises de desenvolvimento que surgem no curso do desenvolvimento humano normal; - As crises existenciais que surgem quando somos forçados a enfrentar verdades perturbadoras.
O aconselhamento em situações de crise tem como objetivo : Ajudar a pessoa a enfrentar de forma eficaz a crise, fazendo-a voltar ao seu nível normal de comportamento; diminuir a ansiedade, apreensão e outros tipos de insegurança que possam persistir depois de ter passado a crise; Ensinar técnicas para a solução de crises, a fim de que a pessoa fique melhor preparada para antecipar e tratar das crises futuras;e Considerar os ensinos bíblicos sobre as crises, a fim de que a pessoa aprenda com as mesmas e cresça como resultado dessa experiência.
Como as pessoas são diferentes é necessário que o conselheiro atente para alguns pontos na ora de aconselhar as pessoas em crise entre os quais : -Fazer contato ( O conselheiro deve se aproximar da pessoa com problema, não esperar o oposto, pois o fato da pessoa estar em crise poderá afastá-la das demais pessoas); Reduzir a ansiedade (A calma do conselheiro, acompanhada de sua segurança, poderá abrandar a ansiedade do aconselhado);Focalizar os problemas ( Deve-se ajudar o aconselhado a identificar o verdadeiro problema, não os problemas que poderão acontecer); Avaliar os recursos ( As vezes, a necessidade do aconselhado não é apenas de recursos espirituais, e se for possível o conselheiro deverá fornecer ou buscar junto a outras fontes os recursos necessários); Planejar a Intervenção ( O conselheiro deve ajudar o aconselhado a fazer planos, e definir prioridades, e alternativas, caso o plano anterior venha a falhar); Encorajar Ação ( A Ação quase sempre envolve riscos, porisso é necessário encorajar o aconselhado, dando-lhe o apoio necessário, caso a ação tomada não seja satisfatória); Instilar esperança ( Deve ser transmitido um senso realista de esperança para o futuro); Interferir no Ambiente (As vezes é necessário modificar o ambiente do aconselhado encorajando outros a orar, dar dinheiro ou suprimentos, fornecer ajuda prática, ou assistir de outra forma a pessoa em crise);Acompanhamento (O conselheiro pode acompanhar o caso com um telefonema ou visita, fazendo o lembrar de que alguém ainda se importa com ele).
Quando determinado conselheiro, perceber que seus conselhos não estão surtindo efeito, ou quando se dá conta que outro conselheiro possui um conhecimento mais apropriado para ajudar o aconselhado, ele deve encaminhar o aconselhado para um outro conselheiro, explanando os motivos que o levaram a tomar atitude.
O aconselhamento está dividido em três áreas: terapêutica (ajuda ao indivíduo com problemas pré-existentes), preventiva (impedir que os problemas se agravem ou evitar sua ocorrência) e educativa (ensinar princípios de saúde mental a grupo maiores. Hoje o primeiro tipo de aconselhamento se destaca, mais o ideal, é que os outros dois tipos de aconselhamentos sejam dessiminados, pois como diria o velho ditado "Prevenir é melhor que remediar".
3) Explique com suas palavras:
a) Ansiedade
A ansiedade pode ser definida como um sentimento íntimo de apreensão, mal estar, preocupação, angústia ou medo acompanhado de um despertar físico intenso. Ela pode surgir como uma reação a um perigo específico passível de identificação, ou em resposta a um perigo imaginário com a expressão angústia vaga, flutuante". A pessoa sente que alguma coisa terrível vai acontecer, mas não sabe o que é nem porque.
Vários são os tipos de ansiedades identificáveis, podendo ser aguda e crônica, normal e neurótica, moderada e intensa.
A ansiedade aguda surge repentinamente, é de grande intensidade e de pequena duração, já a ansiedade crônica é persistente e duradoura, mas tem menor intensidade.
A ansiedade normal se manifesta quando existe uma ameaça real ou situação de perigo, já a neurótica envolve sentimentos intensamente exagerados de desespero e medo, mesmo quando o perigo é pequeno. Quanto a intensidade a ansiedade pode ser moderada ou intensa.
A moderada é até desejável que se tenha, pois motiva e ajuda as pessoas a evitarem situações perigosas aumentando a eficiência das pessoas, já a ansiedade intensa pode diminuir nossos períodos de atenção, dificultando a concentração e afetando a memória de modo negativo, prejudicando a capacidade de realização, interferindo na capacidade de solucionar problemas, bloqueando a comunicação eficaz, despertando o sentimento de pânico e as vezes causando sentimentos físicos indesejáveis.
c) Solidão
A solidão se caracteriza quando tomamos consciência de que nos falta um contato significativo com outras pessoas. A solidão envolve um sentimento íntimo de vazio que pode ser acompanhado de tristeza, desânimo, sensação de isolamento, inquietação, ansiedade e um desejo intenso de ser amado e necessário a alguém. As pessoas solitárias, sentem-se deixadas de lado, indesejadas ou rejeitadas, mesmo quando cercadas por outros. Existe por vezes uma sensação de desespero e um desejo intenso de manter qualquer tipo de relação que possa aliviar a terrível dor da solidão involuntária . Muitas pessoas solitárias sentem-se inúteis e convictas de que nada valem e que ninguém gosta delas. Muitas pessoas tentam negar sua solidão e correm para bares, grupos de encontros, ou reuniões da igreja numa vã tentativa de escapar de sua condição.
A solidão emocional envolve a falta ou perda de uma relação psicologicamente íntima com outra pessoa ou pessoas.
O indivíduo emocionalmente solitário sente-se muito só e pode recuperar-se apenas quando estabelece novos relacionamentos em profundidade com outras pessoas.
A solidão social é o sentimento de falta de propósito, ansiedade e vazio. O indivíduo sente-se como estivesse fora de tudo e a margem da vida, em lugar de um relacionamento profundo com um companheiro a pessoa precisa de um grupo de pessoas que lhe de apoio . A solidão existencial refere-se ao afastamento das pessoas junto a Deus, o que acaba tornando a vida sem significado ou propósito.
Há uma diferença significativa entre solidão e isolamento. O segundo pressupõe que de forma voluntária a pessoa se afastou das demais pessoas por uma necessidade sua, já no caso da solidão, isto ocorre sem que a pessoa queira esse isolamento.
d) Depressão
Na vida temos os dias bons, onde tudo que é proveitoso para nós nos sucede, temos também os dias comuns, onde não ocorre nada de significativo, nem de bom, nem de ruim, e em terceiro lugar temos os dias sombrios, repletos de problemas e dificuldades. Quando estes dias sombrios são persistentes, podemos caracterizar então por uma fase de depressão.
A depressão ou melancolia como era chamada anteriormente tem sido reconhecida com um problema há mais de 2000 anos. A depressão é algo que todos experimentam até certo ponto e em períodos diferentes da vida. A depressão tem sido decididamente considerada como o sintoma psiquiátrico mais comum, encontrada tanto em caráter temporário, na pessoa normal que passou por uma grande decepção, como na profunda depressão suicida psicótica.
Os sinais de depressão incluem tristeza, apatia e inércia, tornando difícil continuar vivendo ou tomando decisões; perda de energia e fadiga, normalmente acompanhadas de insônia pessimismo e desesperança; medo, auto-conceito negativo, quase sempre acompanhado de auto-críticas e sentimentos de culpa, vergonha, senso de indignidade e desamparo; perda de interesse no trabalho, sexo e atividades usuais, perda de espontaneidade; dificuldade de concentração; incapacidade de apreciar acontecimentos ou atividades agradáveis; e freqüentemente perda de apetite.
As depressões podem ocorrer em qualquer idade e apresentam-se de várias formas: Reativa - Reação a uma perda real ou imaginária; Endógena- Surge espontaneamente do íntimo, comum entre idosos; Psicótica - Envolve desespero intenso e atitudes autodestrutivas; Neurótica - Mescla-se com níveis elevados de ansiedade. Algumas depressões são crônicas ( longa duração), e outras vezes agudas ( intensas, mas de curta duração).
e) Ira
A ira é um estado emocional, experimentado por todas as pessoas, e impossível de definir com precisão. Ela ocorre em vários graus de intensidade, desde o aborrecimento leve, até a raiva violenta. Ela tem início na infância e se perpetua até a velhice. Pode ser oculta e mantida no íntimo, ou expressa abertamente. Sua duração pode ser curta, surgindo e sumindo rapidamente, ou talvez persista durante décadas em forma de amargura, ressentimento ou ódio.
A ira pode ser destrutiva, principalmente quando persiste na forma de agressão, falta de perdão ou vingança. Mas tem também possibilidade de ser construtiva, quando nos motiva a corrigir a injustiça ou pensar criativamente. A ira desperta quando nosso progresso em direção a um alvo desejado é impedido. Ela envolve uma reação física bem como um sentimento que no geral é consciente, mas algumas vezes fica sepultado por trás de uma fachada calma e sorridente.
A ira tem sido chamada como principal sabotador da mente e é fator importante na formação de várias doenças, sendo a principal causa da miséria, depressão, ineficiência, doenças, acidentes, perdas de horas de trabalho, e perdas financeiras nas indústrias. A eliminação da hostilidade é um fator preponderante na sua solução, além é claro da compreensão sobre a forma em que se dá a ira.
A ira humana é normal, não sendo necessariamente pecaminosa, porém a ira justa, pode se tornar injusta pela internalização ( fechar-se), ou pela manifestação da ira (explodir-se). A ira humana pode e deve ser controlada, conforme mandamento divino.
f) Culpa
A culpa é o ato de transgredirmos um princípio legal, moral, cívico, pessoal, de forma espontânea ou involuntária, podendo ser classificado de maneira diferenciada de acordo com os sentimentos envolvidos na ação, bem como de acordo com o enfoque e angulo da visão do fato.
A culpa tem sido o ponto mais comum em que a psicologia e a religião se encontram. A culpa predomina de tal modo em nossa sociedade que vários tipos foram identificados, podendo ser divididos em duas categorias; - A culpa objetiva, e - A culpa subjetiva.
Os tipo de culpa objetiva são quatro : A culpa legal é aquela em que uma lei é violada, a culpa se dá independentemente da pessoa ser ou não apanhada no erro, e independentemente de ela sentir remorso ou não; A culpa social se dá quando quebramos uma norma social esperada, porém não estabelecida como regra de lei; A culpa pessoal ocorre quando o indivíduo fere seus princípios morais, e padrões pessoais, ou resiste aos apelos da consciência; A culpa teológica envolve a violação das leis de Deus, e normalmente é conhecida como pecado.
A culpa subjetiva é o sentimento pouco confortável de pesar, remorso, vergonha e autocondenação que surge com freqüência quando fazemos ou pensamos algo que sentimos estar errado, ou deixamos de fazer algo que deveria ser feito. Com freqüência surge o desânimo, a ansiedade, medo do castigo e um sentimento de desolação, tudo junto como parte do sentimento de culpa. Tais complexos de culpa nem sempre são maus. Eles podem nos estimular a mudar nosso comportamento e buscar o perdão de Deus e de outros. Mas os sentimentos de culpa também podem ser destrutivos, tornando nossa vida miserável.
4) Explique a vida de solteiro, escolha e casamento.
Solteiro
O estilo de vida do solteiro é visto às vezes como sendo do tipo despreocupado, sem laços de espécie alguma. Para muitos solteiros isso não poderia estar mais longe da verdade. Em nossa sociedade as pessoas andam em pares. Se você está sozinho é tido como um desajustado, um excêntrico, um embaraço para os amigos casados que nem sempre confiam em você e nem sempre sabem como incluí-lo em suas atividades ou mesmo se devem fazê-lo.
Perseguidos pela solidão, insegurança, complexo de inferioridade e por vezes rejeição, os solteiros são sempres lembrados de que não andam em compasso com a sociedade. Os solteiros pagam impostos mais altos e quase sempre têm dificuldade em conseguir crédito, seguro, empréstimos, promoções no emprego ou mesmo lugares decentes num bom restaurante.
Encontrar outros solteiros é um problema. Os contatos nos bares de pessoas sozinhas ou clubes noturnos podem ser transitórios de destrutivos; assim sendo, alguns indivíduos se voltam para a igreja. Muitos solteiros descobrem, porém, que não são bem vindos, ou, na melhor das hipóteses, apenas tolerados pelos membros da igreja que não compreendem, não sabem como relacionar-se com solteiros, e outras vezes rejeitam decididamente as pessoas solteiras – especialmente se são divorciadas. Como é natural, muitos indivíduos nessas condições têm vidas cheias, úteis e significativas. Consideremos Jesus, por exemplo. Mas muitos outros acham difícil viver como solteiros e para eles o aconselhamento talvez ajude.
Escolha
Entre as decisões mais importantes que temos que tomar na vida, após a decisão de aceitar a Cristo como salvador de nossa alma, vem a seguir a escolha de um companheiro para a vida.
Em nosso período da história, o casamento não tem mais o caráter sagrado comum até meio século atrás. Viver juntos sem casar-se, entrar no matrimônio casualmente e dissolvê-lo livremente são partes aceitas de nosso estilo de vida ocidental. Para muitos a escolha cuidadosa de um companheiro para a vida e o compromisso de viver com o parceiro escolhido “para o melhor ou pior” foram substituídos por uma atitude egoísta que vê o casamento como um arranjo conveniente, o qual pode ser sempre terminado no caso do amor esfriar.
Para os cristãos porém a permanência do casamento é ainda reconhecida, pelo menos em teoria caso não o seja na prática. O divórcio, embora comum, não é encorajado e o solteiro leva muito a sério a escolha do cônjuge. Num esforço de certificar-se de estarem fazendo a escolha certa , muitos solteiros buscam o conselho de um amigo cristão , pastor ou conselheiro profissional. Esses conselheiros têm uma tarefa importante, mas difícil, ao auxiliarem o aconselhado a escolher seu companheiro.
Casamento
O conflito no lar é quase universal. Antes do casamento, as pessoas que se amam tendem a enfatizar as semelhanças e negligenciar as suas diferenças. Existe quase sempre a crença de que “o nosso amor será diferente”, mas as tensões crescem e aparecem quando duas pessoas vindas de ambientes diversos e com personalidades diferentes, começam a viver juntas na mais íntima de todas as relações humanas.
Os esforços mútuos para ajustar-se, disposição para transigir, e a experiência de aprender como solucionar conflitos, tudo isso ajuda os casais a a conviverem e moldarem um casamento cheio de amor e funcionando relativamente bem. Mas isto é geralmente difícil. Os atritos e tensões no geral acabam explodindo, o que por sua vez, cria mais tensão.
Na nossa sociedade moderna os problemas se agravam pelo conceito predominante sobre o casamento. Numa época em que o divórcio era raro e no geral condenado para a sociedade, é provável que os casais tivessem mais inclinação para resolver essas diferenças.
Hoje, porém, em contraste, a separação dos cônjuges é coisa comum e disseminou-se bastante a idéia de que o divórcio pode ser sempre utilizado como um meio de fuga, caso os conflitos conjugais se agravem demasiadamente. “diferenças irreconciliáveis” ou “rompimentos sem volta” tornaram-se causas para divórcio e existem até lugares que o casamento pode ser dissolvido legalmente quando um, ou ambos os cônjuges simplesmente decidem que não desejam mais continuar casados.
Com exceção de um, ou dois períodos breve de nivelamento, a porcentagem de divórcios tem crescido constantemente desde a virada do século. O casamento, união permanente criada por Deus, vem sendo tratado cada vez menos, seriamente, e cada vez mais como um arranjo temporário.
5) A educação dos filhos, como deve ser feito pelos pais ?
Os pais e as mães, têm a responsabilidade de amar seus filhos, dar exemplos de comportamento cristão amadurecido, cuidar das necessidades deles, ensinar os filhos e discipliná-los com justiça. Treinar a criança no caminho em que deve andar é mais facilmente discutido do que realizado. Os filhos, como os pais, têm diferentes personalidades e as diretrizes bíblicas para a sua educação, não são tão específicas quanto algumas pessoas gostariam que fosse , existe porém no velho testamento uma seção, que trata especificamente do assunto.
A educação dos filhos no lar cristão, envolve:
O ouvir – O bom pai procura ouvir o mandamento de Deus e compreende-los tão bem que estarão guardados no coração.
Obedecer - O conhecimento não basta, além de ouvir é preciso praticar os mandamentos.
Amar – Devemos amar a Deus e nos entregarmos a ele de todo nosso coração. A infância é importante, porém as crianças só ficam conosco temporariamente e depois nos deixam, por isso os pais não devem existir unicamente para os filhos. Eles devem existir primordialmente para Deus.
Ensinar – O ensino deve ser feito de 4 maneiras : Diligentemente, Repetidamente, Naturalmente e Pessoalmente.
Entre as causas dos problemas dos filhos, pode ser citado a instabilidade no lar, as falhas dos pais, as necessidades não satisfeitas, a negligência da parte espiritual, e outras influências.
Os efeitos da má educação são sentidos, tanto pelo pai, como pelos filhos. Sendo que dentro os efeitos patológicos mais graves que poderão atingir os filhos, podemos citar: Distúrbios Psicofisiológicos, distúrbios de desenvolvimento, distúrbios psiconeuróticos, distúrbios da personalidade, distúrbios sociopáticos e delinquentes, depressão na infância, distúrbios psicóticos, dano cerebral e retardamento mental, hiperatividade, incapacidade de aprendizado.
Muitos acham fácil falar sobre a arte de ser pai, até que tenham filhos. As teorias favoritas sobre como educar filhos são então rapidamente descartadas a medida que as mães e os pais começam uma tarefa para a qual no geral não têm qualquer preparo e que dificilmente dominam.
Entre os conselhos eficazes, podemos citar: Deve ser aceitado o fato de que ser pai é uma das tarefas mais importantes da qual jamais se empreenderá, e deve se dividir o tempo e energia de acordo com ela; Deve se refletir sobre o papel que se desempenhará; não deve se considerar o filho como uma extensão de si mesmo, devemos sentir prazer nos filhos, deve-se amá-los, e crer neles; deve se esperar algo deles, devemos ser sinceros com eles, devemos libertá-los, não prendê-los como se fossem nossa propriedade.
6) Explique a questão sexo ? De acordo com as páginas (243-284) ?
O sexo fora do casamento está se tornando mais comum e mais amplamento aceito à medida que avançamos para o final do século vinte. A coabitação, a prática de homens e mulheres solteiros viverem juntos com plenas relações sexuais, mas sem intenção de casar-se está aumentando de popularidade. A filosofia hedonista do “Play-boy” vem se tornando cada vez mais aceita, enquanto o intercurso sexual pré-conjugal e extra-conjugal parece estar aumentando.
O coito fora do casamento não é porém o único comportamento sexual em separado do mesmo. A homesexualidad, uma orientação sexual que vem sendo praticada há séculos vem se destacando recentemente à medida que os grupos de libertação “gay” vão se tornando cada vez mais visíveis e ativos.
A masturbação, provavelmente o comportamento sexual mais comum juntamente com o intercurso, prevalece de tal forma que não chega a preocupar os pesquisadores, embora a prática provoque sentimentos de culpa e ansiedade em muitas vidas, especialemente entre meninos e rapazes mais jovens. Existem outrossim as formas mais patológicas de expressão sexual como o exibicionismo, o estupro, os travestis, molestamento de crianças, ou bestialidade, cada uma das quais continua a atrair a atenção periódica dos repórteres e psiquiatras.
A nossa sociedade ao que tudo indica, está obcecadapelo sexo. Trata-se de um assunto de interesse central nos “campus” das faculdades e na televisão, nas revistas, anúncios de todo tipo, literatura, música, teatro, cinema, arte, conversa popular e até nos negócios, política e igreja. Seria necessário que o indivíduo fosse um eremita a fim de evitar os estímulos para o despertar do sexo em nossos dias. Aquilo que Deus criou para o prazer e intimidade tornou-se pervertido – o principal exemplo do pecado e enfermidade moral que caracteriza os seres humanos modernos.
A sexualidade sadia busca o prazer erótico no conteúdo da ternura e afeição. A sexualidade patológica é motivada por necessidades de confirmação ou alívio de fontes de tensões não sexuais. A sexualidade sadia parece tanto dar como receber prazer, as formas eróticas não tem equilíbrio, dão ou querem receber em excesso. A sexualidade sadia é discriminativa em relação ao parceiro, já os padrões neuróticos, reagem de forma diversa, a periodicidade da sexualidade sadia é determinada pelas tensões eróticas, já a patológica é determinada por tensões não eróticas, e têm tendência a terem padrões compulsivos.
Os valores da sociedade e até mesmo alguns dados científicos, contradizem os ensinos bíblicos. Onde encontrar então os princípios que nos guiarão em nosso aconselhamento e em nosso próprio comportamento moral? A bíblia nem sempre é explicita nessas questões, mas o ajudador cristão considera a palavra de Deus como a única fonte de estabilidade e certeza com respeito à moral. Ela deve ser, portanto, o nosso guia em todo aconselhamento e não apenas quando tratamos da questão do sexo fora do casamento.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
História de Israel
História de Israel
Livro: A História de Israel no Antigo Testamento. Samuel J. Schultz. Ed.Vida Nova.
1) Leia e resuma como se deu a história israelita desde Abraão até Saul.
O livro de gênesis a partir do capítulo 12, versículo 1, começa a retratar a vida de Abraão, nosso patriarca, inicialmente conhecido apenas por Abrão. Abraão, era filho de Tera, que teve mais 2 filhos, que se chamavam, Arã, e Naor. Eles viviam inicialmente em Ur dos Caldeus, porém se mudaram para Harã.
Abraão era casado com Sarai, que teve posteriormente seu nome mudado para Sara. Sara era estéril, e não tinha filhos. Abraão, recebeu um chamado de Deus para sair do meio de sua parentela e ir para uma terra que seria mostrada por Ele, que no caso é Canaã. Neste chamado Deus também prometeu que abençoaria a Abraão.
Abraão, obedeceu parcialmente a ordem de Deus, já que saiu do meio de sua parentela. Porém levou consigo, seu sobrinho Ló, o que causou a ele alguns problemas posteriores.
Apesar de Deus ter definido que o destino de Abraão era Canaã, por duas vezes, Abraão desceu ao Egito, em momentos de dificuldades, o que lhe trouxe também alguns transtornos, entre os quais um Faraó, acabou entrando a sua mulher.
Em determinado momento da vida de Abraão, ele acabou se separando de Ló, por intrigas ligadas aos bens que cada um possuía. Então Ló foi para Sodoma e Gomorra, e Abraão ficou em Canaã.
Houve então uma guerra de quatro reis, contra cinco reis, e Ló acabou sendo levado cativo, porém Abraão, com seus homens, libertou a Ló, e os reis que se encontravam com ele.
Na seqüência Abraão, ofereceu o Dízimo a Melquisedeque, que representa o sacerdócio eterno de Jesus Cristo.
Deus faz uma promessa na qual concederá um filho a Abraão. Como Sara era estéril, ela achou que seria necessário Abraão se relacionar com outra mulher, e ele acabou gerando um filho de Agar, que se chamou Ismael.
Aparecem treis anjos a Abraão, informando a ele que será destruída Sodoma e Gomorra. Na destruição de Sodoma e Gomorra, apenas se salvam Ló e suas duas filhas, já que sua mulher olhou para trás, contra a vontade de Deus, e se tornou uma estátua de Sal.
Abraão diz a Abimeleque que Sara é sua irmã, e por pouco este rei não a toca, pois Deus em sonho lhe revela que ela á casada com Abraão.
Uma das promessas de Deus se cumpre, e Sara finalmente na sua velhice, gerou a Isaque, sendo que Abraão contava então com 100 anos. Tudo parecia ir muito bem, porém Deus pede a Abraão que sacrifique seu filho em oferta a Deus. Apesar do pedido tão cruel, o Patriarca obedeceu a Deus e foi oferecer seu filho em sacrifício. E se tornou com isso o Pai da fé.
Após a morte de Sara, Abrão precisava procurar uma mulher para seu filho, e queria que fosse alguém do meio de sua parentela, foi assim que encontraram a Rebeca, que era neta de Naor, irmão de Abraão.
Após a Morte de Abraão, a estória continua na vida de Isaque, que da mesma maneira que Abraão tinha uma mulher estéril, e da mesma maneira que Deus operou na vida de Sara, operou na vida de Rebeca, e ela teve dois filhos gêmeos, que se chamavam Esaú e Jacó.
Isaque passa por uma situação equivalente a de seu pai, quando vai a Gerar, por causa da fome, dizendo que Rebeca era sua irmã, com medo de morrer por causa da beleza dela. E novamente Abimeleque, se livra de pecar contra Deus.
Esaú e Jacó, têm uma estória de constantes conflitos, pois já no nascimento, Jacó, saiu segurando o calcanhar de seu irmão Esaú.
Esaú vendeu a sua primogenitura por um prato de guisado, num momento que se encontrava muito cansado, porém se esqueceu que havia feito isto, e por ocasião da proximidade da morte seu pai, foi enganado por seu irmão e por sua mãe Rebeca, e Isaque acabou abençoando enganado, porém permitido por Deus a Jacó.
Da mesma forma que Abraão, fez com que Isaque não tomasse mulher da terra de Canaã, Isaque, agiu da mesma maneira com Jacó, e fez com que ele tomasse mulher junto ao irmão de sua mãe, no caso Labão.
Jacó, vai até Labão, e começa a trabalhar com ele, a princípio, começa a trabalhar, visando casar com Raquel, porém seu sogro, concede em casamento a filha mais velha, que se chamava Leía. Da mesma forma que enganou a Esaú, Jacó é enganado por Labão. Trabalha mais 7 anos, para casar com Raquel.
Juntamente com Léia e Raquel, foram concedidas duas servas, que acabaram se tornando concubinas de Jacó, seus nomes eram Zilpa e Bila.
Jacó teve doze filhos, que são as 12 tribos de Israel, que são : Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José, Benjamim, além disso teve uma filha mulher que se chamou Diná.
Dos filhos de Jacó, algumas estórias, diferentes serão, então destacadas pela Bíblia, entre as quais a estória de José, a estória de Moisés e Arão descendentes de Levi, a estória de Judá de onde descende, Davi e Jesus, e mais a frente de Saul, descendente de Benjamim.
Vamos começar pela estória de José. José tem um sonho, e conta a seus irmãos, este sonho dá a entender, que José reinaria sobre eles. Os irmãos de José, com raiva fingem que o mata para seu pai, porém o vende com escravo para os midianitas, que o vende a Potifar no Egito, Capitão da guarda de Potifar. Potifar prospera com José, porém sua mulher se interessa por José, e não é correspondida, por isso mente dizendo que José tentou atacá-la. José é preso, porém se destaca também no cárcere. Na prisão desvenda o sonho de dois presos, na qual um deles, acaba contando o fato ao Faraó, que teve o sonho das vacas gordas e magras, e das espigas belas e estropiadas. Ao desvendar o sonho de Faraó, José ganha prestígio, e se torna o segundo homem no Egito. Com a fome José acaba reencontrando seus irmãos e o seu sonho inicial acaba se cumprindo.
Outra estória que caminha paralela é a estória de Judá, que perde um filho, sem que sua nora tenha gerado filho, o outro filho Onã, assume a responsabilidade, porém nega-se a gerar um filho para sua cunhada, e por suas maldades é morto. Judá promete conceder seu outro filho, porém se esquece da promessa. Em determinado ponto da estória, Judá confunde sua nora, com uma prostituta e se relaciona com ela, achando que ela havia sido desleal, estando gravida, porém descobre que ele é o pai. Deste relacionamento descenderão Davi e Jesus.
Na seqüência da estória de José. O Povo Egípcio, começa a perceber que o povo Israelita, cresce de forma descomunal. E então começam a usar de represália contra eles, tratando-os como escravos, e posteriormente tentando até mesmo matar os recém-nascidos.
Aí começa já em Êxodo, a estória de Moisés. Sua mãe para evitar que ele fosse morto, o coloca em um cesto de betume, e o põe na água, sendo que sua irmã Miriã o acompanha a distância. A filha de Faraó o encontra, e o cria como se fosse seu filho, contratando a própria mãe verdadeira para cuidar dele.
Moisés é escolhido por Deus para libertar o povo de Israel da escravidão, porém o seu irmão Arão, acabou sendo a sua boca, já que ele era pesado de língua.
Deus endurece o coração de faraó, e por diversas vezes, ele se nega a libertar o povo. Sendo assim sofre a conseqüência de várias pragas, entre as quais das rãs, piolho, moscas, água transformada em sangue, pestes nos animais, úlceras, saraiva, gafanhotos, trevas, e por fim a morte dos primogênitos, quando então Faraó, livra o povo de Israel.
Porém, Faraó se arrepende, e vai atrás do povo, é aí que ocorre o milagre da abertura do mar vermelho, na qual o povo de Deus passa, e os Egípcios morrem afogados.
O povo então peregrina pelo deserto, e grande é o aprendizado, deste povo com Deus. Moisés, mostra que Deus está com eles, e grandes são os milagres realizados por Deus no deserto. Entre os quais, o Maná, Carne, Água amarga, tornando-se doce. Porém o povo é desobediente, e sofre as conseqüências de sua desobediência.
No deserto são concedidos também os dez mandamentos. E os levitas são os escolhidos para exercer o sacerdócio.
Apesar de todo o esforço de Moisés para manter o povo servindo a Deus de forma coerente, Deus não permite que ele entre em Canaã. E de todos que saíram do Egito com mais de 20 anos de idade, apenas Josué e Calebe entrariam em Canaã, pois foram os únicos que creram que seria possível tomar Canaã.
Com a morte de Moisés, Josué acaba introduzindo o povo em Canaã, e já começa com o milagre da travessia do Jordão. Posteriormente Jericó e tomada, após ser sitiada por sete dias, seus muros se ruem ao toque da trombeta.
Após Josué inicia-se a fase dos Juizes, na qual, toda vez, que o povo de Israel se sentia oprimido e clamava a Deus, Deus envia um libertador. Porém assim que os problemas eram dissipados, o povo voltar a esquecer a Deus, e o ciclo se repetia.
Dentre os Juizes, podemos citar Otniel, Eúde, Débora, Jefté, Gideão, Sansão. Podemos destacar o caso de Gideão, que com apenas 300 homens, derrotou milhares de midianitas, bem como Sansão que na sua morte matou mais filisteus do que em vida.
Na seqüência bíblica, após a estória de Rute e Obede, se destaca a estória de Samuel, filho de Ana, que foi colocado a serviço do sacerdote Eli. Este Samuel foi quem ungiu a Saul, rei, e conforme falamos anteriormente este Saul era descendente da tribo de Benjamim. Saul foi colocado como rei pois o povo como os demais povos queria ter um rei.
Saul a princípio, estava na direção de Deus, porém acabou se desviando dos planos de Deus, e acabou agindo de forma errônea, indo inclusive se consultar com uma feiticeira. Isto acabou destruindo seu reinado, e seu reino foi dado a Davi, que conforme já citamos, era descendente da tribo de Judá.
Em cada um dos fatos citados, existem riquezas de detalhes que a Bíblia nos conta de maneira inigualável, e que nos faz ampliar a fé em Cristo nosso Salvador.
2) Fale sobre o reinado de Davi.
A unção de Davi , por Samuel, era algo que Saul desconhecia. O fato de davi ter matado Golias, o pôs como centro das atenções. Davi havia ido até a guerra para levar suprimentos a seus irmãos, e ao ouvir as blasfêmias de Golias, pensou, se Deus o havia livrado de Leões e Ursos, o poderia livrar do gigante, o que de fato ocorreu.
A frase dita pelo povo "Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares" acabou por irritar a Saul, que começou a tentar contra a vida de Davi.
Em outras ocasiões Davi, tocava a sua harpa para expelir os espíritos malignos de Saul. Estar ligado a corte real mostrou ser vantajoso para Davi, quanto a diversos aspectos. Ele se distinguiu nos feitos militares ao comandar unidades do exército israelita em ataques bem sucedidos contra os filisteus. Em seu relacionamento pessoal com Jônatas ele participou de uma das mais nobres amizades de que há notícia nos tempos do antigo testamento. Mediante sua íntima associação com o filho do rei, Davi foi capacitado a aquilatar os maus desígnios de Saul, garantindo o assim contra os perigos desnecessários.
Por diversas vezes Davi teve a oportunidade pessoal de tirar a vida do rei de Israel. Mas de cada vez ele se recusou a isso, reconhecendo que Saul era o ungido do Senhor. Embora Saul tenha ficado profundamente comovido, admitindo temporariamente suas atitudes aberrantes, não demorou para que reiniciasse suas hostilidades.
O período áureo de Davi e Salomão nunca foi duplicado nos tempos do Antigo testamento. A expansão territorial e os ideais religiosos, conforme são contemplados por Moisés se concretizaram em grau maior do que jamais antes ou depois, na história de Israel. Os empreendimentos políticos de Davi foram assinalados pelo sucesso. Em menos de uma década, depois da morte de Saul, todo Israel se juntou em apoio a Davi, o qual dera início a seu reinado somente com o pequeno reino de Judá. O respeito internacional e o reconhecimento obtidos por davi para Israel continuaram intocados pelas potências estrangeiras até aos anos finais do reinado de Salomão.
O novo rei também se distinguiu como líder religioso, embora lhe fosse negado o direito de construir o templo, ele contribui de maneira significativa com os preparativos necessários a construção do templo, facilitando assim posteriormente a vida de Salomão.
Ao procurar uma localização central para servir de capital da nação unificada de Israel, Davi voltou sua atenção para Jerusalém. Ela estava em um local estratégico, sendo menos vulnerável a ataques. Quando Davi assumiu o reino sobre as doze tribos, selecionou Jerusalém para ser sua capital política. Na posição de rei do Império israelita Davi não deixou de reconhecer que Deus era quem outorgava vitórias militares e prosperidade material a Israel.
As imperfeições de caráter de qualquer membro da família real não era minimizada nas escrituras hebraicas. Um Rei que caísse em pecado não poderia escapar da justiça divina. Davi se tornara polígamo . Davi adquiriu muitas mulheres, em alguns casos, por questões políticas, como é o caso do matrimônio com Mical e Maaca. Davi acabou sofrendo as conseqüências destes relacionamentos, como os crimes de incesto, homicídio, e rebeldia, que passaram a suceder na sua vida doméstica.
O pecado de adultério e homicídio, cometido contra Batseba e Urias, constituiu um verdadeiro crime do ponto de vista humano. Talvez os fatos do hediondo crime de Davi ficassem em oculto, porquanto um sinistro em campo de batalha era ocorrência comum, porém, isso não poderia ocorrer em Israel, onde seu rei ocupava tal posição como uma imcubência sagrada.
A imoralidade e o homicídio, no seio da família, não demoraram a envolver Davi na guerra civil e na contenda. Amnon teve um relacionamento com sua meia irmã, e acabou sendo morto por Absalão. Absalão acabou se refugiando em Gesur, porém voltou, mas teve que esperar dois anos para chegar a presença do rei. Porém após conseguir o contato com seu pai, começou a preparar-se para tomar o reino, o que durou muito pouco, já que Usai ajudou a Davi, dando conselhos errôneos a Absalão.
Um dos projetos favoritos de Davi, durante os últimos anos de sua vida, foi providenciar os preparativos para a construção do templo. Davi ainda acabou fazendo um recenseamento militar indevido e recebeu as conseqüências punitivas.
As últimas palavras de Davi, revelam a grandeza do mais honrado herói de Israel. Neste ponto ele fala profeticamente sobre a duração eterna do seu reino. Deus havia firmado com ele um pacto eterno, que seria um epitáfio apropriado para seu túmulo.
3) Faça um resumo das páginas 151-210 ( Reino dividido).
Os dois reinos que surgiram após a morte de Salomão são comumente designados como reino "do Norte"e "do Sul". O último designa o estado menor, governado pela dinastia davídica, com sua capital em Jerusalém, até 586 a.. C. Consistia das tribos de Judá e Benjamim, que apoiaram a reoboão com um exército quando o resto das tribos se separou em rebeldia contra as medidas opressivas de Salomão e seu filho. O reino do norte é nome das tribos que se separaram as quais fizeram de Jeroboão o seu rei. Esse reino perdurou até 722a.C., tendo por capital, sucessivamente, as cidades de Siquém, Tirza e Samaria.
A tribo de Judá, que estava estrategicamente localizada e que era excepcionalmente forte, veio à proeminência durante a época de Saul. Após a divisão, ocorrida em 931 a.C. o nome "Judá" passou a identificar o reino do sul, que continuou leal à dinastia davídica. Sendo assim os nomes "Israel" e "Judá" representam respectivamente os reinos do Norte e o reino do Sul. Uma Outra denominação dada ao reino do norte é "Efraim", que era o nome de um dos filhos de José.
O período do reino dividido é calculado como equivalente a 3 séculos e meio.
A questão da co-regência deve ser considerada quando se busca fixar uma cronologia para esse período. Algumas vezes, os anos durante os quais pai e filho governaram juntos são creditados a ambos os reis, quando se computa a duração de seus reinados.
A fonte literária primária acerca da era do reino dividido é 1 Reis 11:1 a 2 Reis 25:30 e 2 Crônicas 10:1 a 36:23. Material complementar pode ser achado nos livros de Isaías, Jeremias e de outros profetas, que refletem a cultura contemporânea.
Enquanto em Judá se manteve o reinado, com a geração de Davi, e Salomão, em Israel houveram praticamente 4 dinastias, como segue: a Dinastia de Jeroboão, a dinastia de Baasa, a Dinastia de Onri, e a Dinastia de Jeú., além dos últimos reis.
Quando Reoboão, filho de Salomão, convocou uma assembléia nacional em Siquém, Jeroboão foi convidado a voltar e defender a causa dos anciões, que exigiam a redução dos impostos. Reoboão, teve de enfrentar um levante e fugiu para Jerusalém, enquanto Judá e Benjamim se puseram solidamente a seu lado, as demais tribos fizeram rei a Jeroboão. Foram evitados a guerra civil, e o derramamento de sangue, quando Reoboão deu ouvidos a advertência feita pelo profeta Semaías, para que restringisse suas forças. Isso deu a Jeroboão a oportunidade de firmar-se como rei de Israel.
A guerra civil prevaleceu durante os 22 anos do reinado de Jeroboão. Ele nomeou sacerdotes livremente, sem observar a lei mosaica, e foi permitido que se oferecesse sacrifícios nos lugares altos, onde era proibido., alterou também as datas das festividades do sétimo para o oitavo mês. Jeroboão foi repreendido por um profeta, que não deveria aceitar sua hospitalidade, o que o fez em um primeiro momento, porém após ouvir um outro profeta, voltou atrás e pecou contra Deus, e acabou sendo morto por um Leão.
Apesar de todo alerta dado por Deus, Jeroboão permaneceu no caminho da idolatria, e isto lhe custou o reino, que foi dado a Baasa.
Baasa da tribo de Issacar estabeleceu-se como rei em Tirza. Em todo decurso de seu reinado, houve guerras constantes com Judá. Ele procurava fortificar Ramá, porém um grande número de Israelitas deserdaram para fazer parte do reino de Judá.
Nos dias de Baasa, o profeta Jeú, proclamava ativamente a mensagem do Senhor. Este admoestou para que seguisse a Deus, porém Baasa ignorou o conselho do profeta, e continuou no caminho perverso de Jeroboão.
Zinri, reinou por apenas sete dias, não podendo assim ser considerado como uma dinastia.
Onri foi o fundador da mais notória dinastia do reino do Norte. Que durou 12 anos. Ele estabeleceu o prestígio Internacional do reino do norte. Samaria foi escolhida como o novo sítio para a capital. Quando Onri morreu em 874 a.C., a cidade de Samaria se tornou um monumento duradouro de seu governo. A pecaminosidade de Onri, ultrapassou a de todos os seus antecessores.
Com a morte de Onri, assumiu o reino Acabe, que cristalizou a adoração a Baal. Sendo que ele foi o mais destacado monarca da dinastia de Onri. No reinado de Acabe, se destacou como mensageiro de Deus, Elias. Elias foi quem desafiou os profetas de Baal. Nesta época também a bíblia ressalta as atitudes maléficas da mulher de Acabe, Jezabel. Nesta época se dá também a estória da vinha de Nabote.
Josafá Rei de Judá na ocasião, se aventurou a socorrer a Acabe em luta contra os Sírios e se deu mal, enquanto vários profetas diziam que ele seria bem sucedido. Micaías, dizia o contrário, porém a profecia de Micaías, era a única verdadeira e Acabe perdeu a guerra. Acazias sucedeu seu pai Acabe.
Como mensageiro do Senhor, Eliseu sucedeu a Elias. Com a morte de Acazias, sucedeu Jorão. Jorão foi o último rei da dinastia de Onri, quando então iniciou-se a dinastia de Jeú.
Conforme havia prevido o profeta Elias e Eliseu, A família de Acabe e Jezabel teria de ser exterminada, tal como as dinastias de Jeroboão e Baasa o tinham sido, antes de Onri.
Ao sonido de trombetas, Jeú foi proclamado rei. Em um ataque repentino contra Jezreel, Jorão foi fatalmente ferido e deixado no terreno que Acabe tomara de Nabote. Acazias tentou fugir, porém também foi morto. O cadáver de Jezabel, foi comido por cães.
Embora Jeú tenha eliminado o baalaismo, não se moldou à lei de Deus. A idolatria continuava prevalecendo de Dã a Betel- Daí o aviso divino de que seus filhos reinariam após ele somente até a quarta geração.
Jeocaz reinou de 814-798 a.C. , o exército de Israel foi reduzido a 50 cavaleiros ,10 carros de combate, e 10.000 infantes. Várias nações vizinhas se aproveitaram da má sorte de Israel, que havia sido enfraquecido pela Síria. Jeoacaz se voltou para Deus, e Israel não foi completamente assolado pelos sírios, porém não se afastou da idolatria de Jeroboão.
Jeoás reinou de 798-782 a.C., ele desceu para visitar Eliseu, quando este estava para morrer. Através de uma profecia de Eliseu, ele conseguiu reduzir as forças da Síria, recuperando parte de territórios, anteriormente tomados pela Síria. Apesar de peturbado diante da morte de Eliseu, Jeoás, não abandonou a idolatria.
Jeroboão II, reinou quarenta e um anos, incluindo 12 anos de coregência com seu pai. Jonas profeta filho de Amitai, predisse que este rei restauraria Israel desde o mar morto até as fronteiras de Hamate. A cidade de Samaria também foi reforçada por este rei.
Zacarias, filho de Jeroboão II, reinou apenas por 6 meses, e foi morto por Salum, que também reinou apenas um mês, sendo em seguida assassinado.
Menaém permaneceu no trono por uma década, e infelizmente se manteve nos padrões idólatras de Jeroboão I. Teve que enfrentar a agressão Assíria.
Pecaías seguiu as normas de seu pai, ao continuar a coleta de impostos, como vassalo da Assíria, É bem provável que Peca tenha assassinado Pecaías.
Peca reinou por oito anos em um período de crise nacional e internacional. Estando a Síria prostrada diante do poder Assírio, as chances de sobrevivência para Israel tinha desaparecido. Peca foi vitimado por uma conspiração conduzida por Oséias.
Oséias reinou de 731 a 722 a.C., era vassalo de Tiglate-Pileser. O reino se limitava a região montanhosa de Efraim. Oséias resistiu por 3 anos ao assalto do exército Assírio, mas se rendeu em 722 a.C. Isso decretou o fim do reino do Norte.
O rompimento do reino Salomônico em dois deixou a dinastia davídica com um pequeno segmento do império anterior. A linhagem real de Davi, manteve sua sucessão ininterrupta.
Quando Reboão anunciou que os impostos deveriam ser aumentados ainda mais, teve que enfrentar rebelião aberta. Fora este fator, houve também uma questão de inveja entre as tribos de Judá e Efraim. O Egito teve participação vital, já que deu asilo a Jeroboão e a Hadade. Outro fator que contribuiu para a divisão, foi a apostasia e idolatria de Salomão.
Durante os primeiros anos de seu reinado Reoboão mostrou-se muito ativo, fortificando muitas cidades de Judá e Benjamim. O início de seu reinado foi de sincera devoção religiosa, porém assim que o reino se firmou, ele e o povo se apostataram, e como resultado Deus permitiu que Sisaque invadisse Judá. Os escudos de ouro, cederam a escudos de bronze, nos dias de Reoboão.
Abias reinou por 3 anos, permaneceu na orientação política de seu progenitor. Apesar de não abolir o culto a Deus, permitiu a adoração a divindades estrangeiras.
Asa governou 41 anos, sendo que os deiz primeiros anos em condições pacíficas. Os lugares altos e os altares estrangeiros foram removidos. O povo passou a observar a lei. No décimo quarto ano Judá foi atacada por um exército Etíope, porém com ajuda divina não apenas venceu como tomou despojos de guerra. Asa porém posteriormente se associou a Ben-Hadade , pelo que foi repreendido pelo profeta Hanani. A seguir foi atingindo por uma enfermidade fatal. Aparentemente após os 15 primeiros anos de governo, Asa deixou as atividades justas positiva, que marcou o início de seu reinado.
Josafá, foi um administrador piedoso, que reinou de 872 a 848 a.C., seu programa era bem organizado, havia o ensinamento da lei, e os ídolos foram removidos, tanto o rei como o povo se voltaram para Deus. Prevaleciam relações amistosas entre Judá e Israel. Josafá sofreu certa reprimenda quando associou-se a Israel, porém reconheceu seu erro e se voltou para Deus. Josafá morreu em 848 a.C. e sua política inclusivista, quase anulou os esforços benéficos de toda a sua vida.
Jeorão, governou Judá por 8 anos, revertendo-se a Idolatria, e sendo severamente repreendido por Elias, este rei foi acometido por uma enfermidade fatal, alem de ter vários povos se revoltando contra si. Sequer foi sepultado nos túmulos dos reis.
Acazias, teve o reinado mais curto, que durou menos de um ano, isso se deve em parte ao erro de se voltar ao Baalismo. Seus irmãos foram todos mortos pelos árabes, restando apenas ele para ser coroado. Se aliou ao seu tio, rei de Israel, na batalha contra a Síria. Acazias teve que se refugiar em Samaria. Em outra perseguição ele foi fatalmente ferido e morreu em Megido. Ele recebeu sepultamento real em Jerusalém.
Atalia se apossou do trono de Jerusalém e executou um reinado de terror durante 7 anos. Ela achava que todos os herdeiros haviam morrido, porém Joás, filho infante de Acazias, foi escondido por Jeoseba, irmã de Acazias.
Atalia, era filha de Acabe e Jezabel, e pelo que já vimos da estória desses dois, sabemos quão trágico deve ter sido o reinado de Judá neste período. Atália era adepta de Baal, tendo a Matã, servindo como sacerdote de Baal. O sacerdote Joiada foi quem restaurou a linhagem real.
Joás reinou de 835 a 796 a.C. , sendo que a política de estado, foi formulada por Joiada. Foram recolhidos fundos para restauração dos holocaustos regulares, porém não houve grande êxito em um primeiro momento. Com novas ações, o templo foi restaurado. Infelizmente após a morte de Joiada a apostasia retornou de forma avassaladora. Zacarias, filho de Joiada, foi advertir ao povo, e foi apedrejado dentro do átrio do templo. Os servos do palácio se vingaram do sangue de Zacarias, assassinando ao monarca Joás.
Amazias, reinou vinte e nove anos, e viveu um reinado de vitórias e derrotas. Recuperou Edom, porém a princípio teria o apoio de soldados de Israel, se recusou a aceitar tal apoio, já que um homem de Deus, profetizou que seria derrotado, caso aceitasse o apoio. Ao voltar a Jerusalém introduzindo divindades edomitas, não passaria sem impugnação, e sofreria derrota.
Uzias, reinou entre 791-740 a.C., e viveu um período de prosperidade. Foi reconhecido como o mais hábil soberano que o reino do sul conhecera desde a época de Salomão. Os amonitas passaram a pagar tributo a Uzias. Este rei se interessava pela agricultura e pela criação animal. Houve uma expansão territorial. Ele esperava em Deus, e porisso prosperava. Uzias acabou ficando leproso, já que em determinado momento, achou que poderia agir como se fosse sacerdote.
Jotão reinou de 750 a 740 a.C., em boa parte do tempo na Co-regência com seu pai. Os empreendimentos domésticos, envolveram a construção de cidades. Sua política anti-Assíria, acabou lhe prejudicando.
Acaz, reinou por vinte anos, e diferentemente de seu pai, teve uma política pró-Assíria, face a pressão Internacional. Nesta época, atuou ativamente o profeta Isaías. A fé em Deus era a chave para a vitória segundo Isaías. Da mesma forma que outros governantes Acaz, promoveu as mais esdrúxulas práticas idólatras, fazendo inclusive seu filho passar pelo fogo.
Ezequias, reinou a partir de 716 a.C., por 29 anos. E foi considerado um rei Justo. Ezequias reabriu o templo, e observava as leis de Moisés. E convidou a todo o povo, inclusive Israel, para celebrar a páscoa. Destruiu a serpente de cobre da época de Moisés, já que o povo a vinha usando como objeto de adoração. Ezequias salientava a confiança em Deus, para um povo muitas vezes temerosos junto a povos mais preparados, numericamente falando. O triunfo de Ezequias foi balanceado pela advertência feita por Isaías, sobre o cativeiro futuro. Ezequias por ocasião de uma doença que era para a morte, foi beneficiado por Deus e ganhou mias 15 anos de vida.
Manassés, teve o mais longo reinado da história de Judá. , ele foi rei por 55 anos. Ao contrário de seu pai, Manassés, iniciou um governo totalmente pervertido e idólatra, tendo que passar por muitos traumas, até se voltar finalmente a Deus. Manassés derramou muito sangue inocente, e chegou a ser levado cativo, quando então se arrependeu de seus erros, e prestou honra a Deus.
Amom sucedeu a seu pai, e sem hesitação reverteu as práticas idolatras que haviam sido iniciadas e promovidas por Manassés, durante grande parte de seu reinado. Ele acabou sendo assassinado por escravos de seu palácio.
Josias com a tenra idade de 8 anos, substituiu a seu pai no reino, e foi em cumprimento bíblico, um grande reformador, e restaurador, da ordem religiosa de Judá. Através do acompanhamento da lei, Josias pode ver todos os erros cometidos pelo seu povo, o que lhe trouxe grande sofrimento e arrependimento, que foram a mola propulsora das ações benéficas de Josias. A reforma teve início em 628 a.C. , atingindo seu clímax com a observância da páscoa em 622 a.C. Cessou a queima de incenso a Baal, ao sol, à lua, e as estrelas, bem como todos os sacerdotes dedicados à adoração idólatra foram tirados do ofício.
4) Fale sobre o Exílio: Israel do Norte e Judá no Sul.
Joaquim, também conhecido pelo nome de Conias ou Jeconias, resistiu apenas por 3 meses como rei de Jerusalém. Em 597 a.C., os exércitos Babilônicos lançaram cerco a cidade. Percebendo ser inútil a resistência, Joaquim rendeu-se a Nabucodonosor,. Dessa vez o Monarca babilônico não somente tomou alguns poucos prisioneiros ou solicitou declarações verbais de que os Judeus pagariam tributo e seriam leais. Os babilônios despojaram o templo e os tesouros reais. Joaquim e sua rainha mãe foram levados como prisioneiros. Acompanhando-os ao cativeiro na Babilônia, seguiram oficiais palacianos, executivos, artesões e todos os líderes da comunidade. Não de menor importância entre esses milhares encontrava-se Ezequiel. Matanias, cujo nome Nabucodonosor mudou para Zedequias, foi deixado encarregado do povo que ficou em Jerusalém.
Em uma última entrevista secreta, Zedequias, uma vez mais ouviu a voz súplica de Jeremias. A obediência e a rendição eram preferíveis, mesmo em data tão atrasada. A resistência só poderia significar desastre. Temendo os líderes, que estavam resolvidos a resistir até o fim mais amargo. Zedequias não cedeu ao profeta.
No verão de 586 a.C. os babilônios entraram na cidade de Jerusalém, através de uma brecha feita nas muralhas. Zedequias tentou escapar, mas foi capturado em Jericó e levado a Ribla. Após terem sido executados os seus filhos, Zedequias, o último rei de Judá, foi cegado e levado em cadeias para Babilônia. O grande templo de Salomão, que fora o orgulho e a glória de Israel durante quase quatro séculos, ficou reduzido a cinzas, ao mesmo tempo que a cidade de Jerusalém jazia arruinada.
Jerusalém foi destruída em 586 a.C. O templo foi reduzido a cinzas e os judeus foram levados em cativeiro. O território conhecido como reino de Judá foi absorvido pelos edomitas, ao sul, e pela província babilônica de Samaria ao norte. Demolida e desolada, Jerusalém tornou-se um provérbio entre as nações. O novo lar dos Judeus foi a Babilônia. Muitos judeus continuaram no exílio, nunca mais retornando à sua terra natal.
Em 616 a.C. Nabopolassar pôs os assírios em fuga para o norte, ao longo do rio Eufrates, até harã.
Na primavera de 605 a.C. Nabopolossar enviou Nabucodonosor, o príncipe herdeiro, com o exército babilônico, para cuidar da ameaça egípcia no alto do rio Eufrates. Joaquim, que fora vassalo de Neco, agora se tornara sujeito a Nabucodonosor. Tesouros retirados do templo de Jerusalém, além de reféns simbólicos, incluindo Daniel, foram apanhados e levados para a babilônia.
Evil- Merodaque, também conhecido como Avel-Marduque, governou por 2 anos. As escrituras indicam a sua generosidade com Joaquim, que foi solto com 55 anos.
Neriglassar reinou de 560 a 556 a.C. e era casado com a filha de Nabucodonosor , e era considerado muito agressivo e vigoroso na manutenção do controle sobre todo império.
Na seqüência Nabonido, governou de 556 a 539 a.C., embora tenha negligenciado a cidade de Babilônia, tentou manter império.
Com o matrimônio de Nabucodonosor com Ciaxares prevaleceu delicado equilíbrio de poder durante todo o período de expansão e supremacia babilônica/Pérsia.
A Pérsia tornou-se potência internacional de primeira categoria sob Ciro o Grande, que subiu ao trono em 559 a.C. Os assírios e babilônicos se notabilizaram por seu costume de transportar povos conquistados para alguma terra estrangeira. O reverso dessa política distinguia a Ciro como libertador bem acolhido pelo povo. Ele encorajou povos desarraigados a voltarem às suas respectivas terras de origem , devolvendo-lhes suas divindades e seus templos. Os judeus cuja capital e templo continuavam em ruínas, estavam entre aqueles que foram beneficiados pela benevolência de Ciro.
Os dois últimos séculos do Antigo testamento representam uma era de condições de exílio para a maior parte do povo de Israel. Quando da conquista babilônica sob Nabucodonosor, muitos cativos israelitas foram levados para a babilônia. Após a destruição de Jerusalém, outros judeus migraram para o Egito. Embora alguns dos exilados houvessem retornado da Babilônia, depois de 539 a.C. a fim de restabelecerem o estado Judaico em Jerusalém, nunca mais recuperaram a posição de independência e reconhecimento internacional de que Israel desfrutara sob o governo davídico.
A transição do estado nacional para o exílio babilônico foi algo gradual para o povo de Judá. Pelo menos por 4 vezes, durante os dias de Nabucodonosor, cativos de Jerusalém foram levados para a Babilônia.
O cativeiro do rei Joaquim não impediu que os cidadãos de Judá, bem como os exilados, o considerasse seu legítimo rei. Asas de jarros estampadas, escavadas na antiga Debir, indicam que o povo costumava manter propriedades em nome de Joaquim.
As saudades da pátria permeavam os sentimentos dos exilados. Isso foi especialmente verdadeiro enquanto permaneceu intacto o governo de Jerusalém. Jeremias que era bem conhecido dos cativos, devido a seu longo ministério em Jerusalém, escreveu cartas aconselhando-os a se estabelecerem na Babilônia, a edificarem casas, a plantarem vinhas e planejarem para um período de cativeiro de setenta anos. Os judeus assumiram um modo de vida pastoril e agrícola, na fértil planície ao longo do rio Eufrates. Os judeus também se envolveram em empreendimentos comerciais por todo o império.
As experiências de Daniel e seus companheiros, retratam o tratamento favorável conferido aos cativos de Judá. Da mesma forma Ezequiel continuava a encorajar seu povo com as esperanças de um reino davídico restaurado.
A sorte de Ester na corte persa de Xerxes I tipifica o tipo de tratamento conferido aos judeus por seus dominadores. Neemias foi outro judeu que serviu na corte real. Por intermédio de seus contatos pessoais com Artaxexes ele teve a oportunidade de contribuir para o bem estar daqueles que tinham regressado a Jerusalém a fim de reedificar o templo.
Tanto Jeremias, quanto Ezequiel predisseram que Deus restauraria os judeus à sua própria terra. O aparecimento de Ciro como líder da Pérsia deve ter reavivado as esperanças de restauração entre os exilados que exercessem fé na mensagem preditiva dos profetas.
5) Retorno e restauração; explique como foi o retorno e como foi restaurado o Templo e a lei, etc. De acordo com as páginas 228-264.
Os assírios e babilônicos se notabilizaram por seu costume de transportar povos conquistados para alguma terra estrangeira. O reverso dessa política distinguia a Ciro como libertador bem acolhido pelo povo. Ele encorajou povos desarraigados a voltarem às suas respectivas terras de origem , devolvendo-lhes suas divindades e seus templos.
Os judeus cuja capital e templo continuavam em ruínas, estavam entre aqueles que foram beneficiados pela benevolência de Ciro.
Defrontando-se com oposição e apertos na Judéia, os judeus que tinham retornado não foram capazes de completar de imediato a construção do templo. Aproximadamente 23 anos e escoaram antes que atingissem seu objetivo.
Duas cópias da proclamação de Ciro acerca dos judeus são preservadas no livro de Esdras. O rei persa afirmou que fora comissionado pelo Senhor Deus dos céus para edificar um templo em Jerusalém. Sendo assim estava permitido aos judeus retornarem a terra de Judá. Milhares de exilados prepararam-se para retornar. Ciro ordenou que seu tesoureiro devolvesse aos judeus os vasos que Nabucodonosor havia retirada de Jerusalém.
A construção do templo começou no segundo mês do ano seguinte, sob a supervisão de Zorobabel e Josué. Os levitas de vinte anos para cima serviam de superintendentes. Os filhos de Asafe louvavam acompanhados por címbalos. Nem todos estavam alegres, pois os mais velhos que lembravam da glória do primeiro templo choravam de tristeza.
Oficiais de Samaria, tentaram intervir na construção do templo, e acabaram atrasando a construção até ao segundo ano do reinado de Dario.
Após esse reinício da construção do templo, o mesmo foi concluído em 5 anos. Os planos de Salomão para o santuário, foram seguidos por Zorobabel.
Devem ter sido impressionantes as cerimônias de consagração desse templo. Oferendas elaboradas consistiram de 100 touros, 200 carneiros e 400 ovelhas.
No mês seguinte, os judeus observaram a páscoa. Com as devidas cerimônias de purificação os sacerdotes e os levitas estavam preparados para oficiar na celebração dessa observância histórica.
Esdras, sacerdote e escriba, surge como notável líder religioso. Tendo chegado cerca de 13 anos antes, como renomado mestre da lei, ele era bem conhecido de todos habitantes da província. É muito lógico supor que Esdras em anos anteriores havia convocado o povo para o observância da lei.
Passou a ser observada a festa da trombeta. A lei foi lida publicamente cada dia, durante os sete dias dessa festa. No oitavo dia houve convocação solene, e os sacrifícios prescritos foram oferecidos. Após 2 dias de interrupção o povo reuniu-se novamente para orar e jejuar. A justiça e a misericórdia de Deus foram devidamente reconhecidas. Dois preceitos foram frisados especialmente: Casamentos mistos e a observância do sábado.
Fazendo breve sumário das reformas religiosas e das provisões necessárias aos cultos apropriados no templo. Neemias encerrou a narrativa de suas atividades. Intensamente zeloso pela causa de Deus, ele proferiu sua oração final "Lembra-te de mim, Deus meu, para o meu bem".
Livro: A História de Israel no Antigo Testamento. Samuel J. Schultz. Ed.Vida Nova.
1) Leia e resuma como se deu a história israelita desde Abraão até Saul.
O livro de gênesis a partir do capítulo 12, versículo 1, começa a retratar a vida de Abraão, nosso patriarca, inicialmente conhecido apenas por Abrão. Abraão, era filho de Tera, que teve mais 2 filhos, que se chamavam, Arã, e Naor. Eles viviam inicialmente em Ur dos Caldeus, porém se mudaram para Harã.
Abraão era casado com Sarai, que teve posteriormente seu nome mudado para Sara. Sara era estéril, e não tinha filhos. Abraão, recebeu um chamado de Deus para sair do meio de sua parentela e ir para uma terra que seria mostrada por Ele, que no caso é Canaã. Neste chamado Deus também prometeu que abençoaria a Abraão.
Abraão, obedeceu parcialmente a ordem de Deus, já que saiu do meio de sua parentela. Porém levou consigo, seu sobrinho Ló, o que causou a ele alguns problemas posteriores.
Apesar de Deus ter definido que o destino de Abraão era Canaã, por duas vezes, Abraão desceu ao Egito, em momentos de dificuldades, o que lhe trouxe também alguns transtornos, entre os quais um Faraó, acabou entrando a sua mulher.
Em determinado momento da vida de Abraão, ele acabou se separando de Ló, por intrigas ligadas aos bens que cada um possuía. Então Ló foi para Sodoma e Gomorra, e Abraão ficou em Canaã.
Houve então uma guerra de quatro reis, contra cinco reis, e Ló acabou sendo levado cativo, porém Abraão, com seus homens, libertou a Ló, e os reis que se encontravam com ele.
Na seqüência Abraão, ofereceu o Dízimo a Melquisedeque, que representa o sacerdócio eterno de Jesus Cristo.
Deus faz uma promessa na qual concederá um filho a Abraão. Como Sara era estéril, ela achou que seria necessário Abraão se relacionar com outra mulher, e ele acabou gerando um filho de Agar, que se chamou Ismael.
Aparecem treis anjos a Abraão, informando a ele que será destruída Sodoma e Gomorra. Na destruição de Sodoma e Gomorra, apenas se salvam Ló e suas duas filhas, já que sua mulher olhou para trás, contra a vontade de Deus, e se tornou uma estátua de Sal.
Abraão diz a Abimeleque que Sara é sua irmã, e por pouco este rei não a toca, pois Deus em sonho lhe revela que ela á casada com Abraão.
Uma das promessas de Deus se cumpre, e Sara finalmente na sua velhice, gerou a Isaque, sendo que Abraão contava então com 100 anos. Tudo parecia ir muito bem, porém Deus pede a Abraão que sacrifique seu filho em oferta a Deus. Apesar do pedido tão cruel, o Patriarca obedeceu a Deus e foi oferecer seu filho em sacrifício. E se tornou com isso o Pai da fé.
Após a morte de Sara, Abrão precisava procurar uma mulher para seu filho, e queria que fosse alguém do meio de sua parentela, foi assim que encontraram a Rebeca, que era neta de Naor, irmão de Abraão.
Após a Morte de Abraão, a estória continua na vida de Isaque, que da mesma maneira que Abraão tinha uma mulher estéril, e da mesma maneira que Deus operou na vida de Sara, operou na vida de Rebeca, e ela teve dois filhos gêmeos, que se chamavam Esaú e Jacó.
Isaque passa por uma situação equivalente a de seu pai, quando vai a Gerar, por causa da fome, dizendo que Rebeca era sua irmã, com medo de morrer por causa da beleza dela. E novamente Abimeleque, se livra de pecar contra Deus.
Esaú e Jacó, têm uma estória de constantes conflitos, pois já no nascimento, Jacó, saiu segurando o calcanhar de seu irmão Esaú.
Esaú vendeu a sua primogenitura por um prato de guisado, num momento que se encontrava muito cansado, porém se esqueceu que havia feito isto, e por ocasião da proximidade da morte seu pai, foi enganado por seu irmão e por sua mãe Rebeca, e Isaque acabou abençoando enganado, porém permitido por Deus a Jacó.
Da mesma forma que Abraão, fez com que Isaque não tomasse mulher da terra de Canaã, Isaque, agiu da mesma maneira com Jacó, e fez com que ele tomasse mulher junto ao irmão de sua mãe, no caso Labão.
Jacó, vai até Labão, e começa a trabalhar com ele, a princípio, começa a trabalhar, visando casar com Raquel, porém seu sogro, concede em casamento a filha mais velha, que se chamava Leía. Da mesma forma que enganou a Esaú, Jacó é enganado por Labão. Trabalha mais 7 anos, para casar com Raquel.
Juntamente com Léia e Raquel, foram concedidas duas servas, que acabaram se tornando concubinas de Jacó, seus nomes eram Zilpa e Bila.
Jacó teve doze filhos, que são as 12 tribos de Israel, que são : Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José, Benjamim, além disso teve uma filha mulher que se chamou Diná.
Dos filhos de Jacó, algumas estórias, diferentes serão, então destacadas pela Bíblia, entre as quais a estória de José, a estória de Moisés e Arão descendentes de Levi, a estória de Judá de onde descende, Davi e Jesus, e mais a frente de Saul, descendente de Benjamim.
Vamos começar pela estória de José. José tem um sonho, e conta a seus irmãos, este sonho dá a entender, que José reinaria sobre eles. Os irmãos de José, com raiva fingem que o mata para seu pai, porém o vende com escravo para os midianitas, que o vende a Potifar no Egito, Capitão da guarda de Potifar. Potifar prospera com José, porém sua mulher se interessa por José, e não é correspondida, por isso mente dizendo que José tentou atacá-la. José é preso, porém se destaca também no cárcere. Na prisão desvenda o sonho de dois presos, na qual um deles, acaba contando o fato ao Faraó, que teve o sonho das vacas gordas e magras, e das espigas belas e estropiadas. Ao desvendar o sonho de Faraó, José ganha prestígio, e se torna o segundo homem no Egito. Com a fome José acaba reencontrando seus irmãos e o seu sonho inicial acaba se cumprindo.
Outra estória que caminha paralela é a estória de Judá, que perde um filho, sem que sua nora tenha gerado filho, o outro filho Onã, assume a responsabilidade, porém nega-se a gerar um filho para sua cunhada, e por suas maldades é morto. Judá promete conceder seu outro filho, porém se esquece da promessa. Em determinado ponto da estória, Judá confunde sua nora, com uma prostituta e se relaciona com ela, achando que ela havia sido desleal, estando gravida, porém descobre que ele é o pai. Deste relacionamento descenderão Davi e Jesus.
Na seqüência da estória de José. O Povo Egípcio, começa a perceber que o povo Israelita, cresce de forma descomunal. E então começam a usar de represália contra eles, tratando-os como escravos, e posteriormente tentando até mesmo matar os recém-nascidos.
Aí começa já em Êxodo, a estória de Moisés. Sua mãe para evitar que ele fosse morto, o coloca em um cesto de betume, e o põe na água, sendo que sua irmã Miriã o acompanha a distância. A filha de Faraó o encontra, e o cria como se fosse seu filho, contratando a própria mãe verdadeira para cuidar dele.
Moisés é escolhido por Deus para libertar o povo de Israel da escravidão, porém o seu irmão Arão, acabou sendo a sua boca, já que ele era pesado de língua.
Deus endurece o coração de faraó, e por diversas vezes, ele se nega a libertar o povo. Sendo assim sofre a conseqüência de várias pragas, entre as quais das rãs, piolho, moscas, água transformada em sangue, pestes nos animais, úlceras, saraiva, gafanhotos, trevas, e por fim a morte dos primogênitos, quando então Faraó, livra o povo de Israel.
Porém, Faraó se arrepende, e vai atrás do povo, é aí que ocorre o milagre da abertura do mar vermelho, na qual o povo de Deus passa, e os Egípcios morrem afogados.
O povo então peregrina pelo deserto, e grande é o aprendizado, deste povo com Deus. Moisés, mostra que Deus está com eles, e grandes são os milagres realizados por Deus no deserto. Entre os quais, o Maná, Carne, Água amarga, tornando-se doce. Porém o povo é desobediente, e sofre as conseqüências de sua desobediência.
No deserto são concedidos também os dez mandamentos. E os levitas são os escolhidos para exercer o sacerdócio.
Apesar de todo o esforço de Moisés para manter o povo servindo a Deus de forma coerente, Deus não permite que ele entre em Canaã. E de todos que saíram do Egito com mais de 20 anos de idade, apenas Josué e Calebe entrariam em Canaã, pois foram os únicos que creram que seria possível tomar Canaã.
Com a morte de Moisés, Josué acaba introduzindo o povo em Canaã, e já começa com o milagre da travessia do Jordão. Posteriormente Jericó e tomada, após ser sitiada por sete dias, seus muros se ruem ao toque da trombeta.
Após Josué inicia-se a fase dos Juizes, na qual, toda vez, que o povo de Israel se sentia oprimido e clamava a Deus, Deus envia um libertador. Porém assim que os problemas eram dissipados, o povo voltar a esquecer a Deus, e o ciclo se repetia.
Dentre os Juizes, podemos citar Otniel, Eúde, Débora, Jefté, Gideão, Sansão. Podemos destacar o caso de Gideão, que com apenas 300 homens, derrotou milhares de midianitas, bem como Sansão que na sua morte matou mais filisteus do que em vida.
Na seqüência bíblica, após a estória de Rute e Obede, se destaca a estória de Samuel, filho de Ana, que foi colocado a serviço do sacerdote Eli. Este Samuel foi quem ungiu a Saul, rei, e conforme falamos anteriormente este Saul era descendente da tribo de Benjamim. Saul foi colocado como rei pois o povo como os demais povos queria ter um rei.
Saul a princípio, estava na direção de Deus, porém acabou se desviando dos planos de Deus, e acabou agindo de forma errônea, indo inclusive se consultar com uma feiticeira. Isto acabou destruindo seu reinado, e seu reino foi dado a Davi, que conforme já citamos, era descendente da tribo de Judá.
Em cada um dos fatos citados, existem riquezas de detalhes que a Bíblia nos conta de maneira inigualável, e que nos faz ampliar a fé em Cristo nosso Salvador.
2) Fale sobre o reinado de Davi.
A unção de Davi , por Samuel, era algo que Saul desconhecia. O fato de davi ter matado Golias, o pôs como centro das atenções. Davi havia ido até a guerra para levar suprimentos a seus irmãos, e ao ouvir as blasfêmias de Golias, pensou, se Deus o havia livrado de Leões e Ursos, o poderia livrar do gigante, o que de fato ocorreu.
A frase dita pelo povo "Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares" acabou por irritar a Saul, que começou a tentar contra a vida de Davi.
Em outras ocasiões Davi, tocava a sua harpa para expelir os espíritos malignos de Saul. Estar ligado a corte real mostrou ser vantajoso para Davi, quanto a diversos aspectos. Ele se distinguiu nos feitos militares ao comandar unidades do exército israelita em ataques bem sucedidos contra os filisteus. Em seu relacionamento pessoal com Jônatas ele participou de uma das mais nobres amizades de que há notícia nos tempos do antigo testamento. Mediante sua íntima associação com o filho do rei, Davi foi capacitado a aquilatar os maus desígnios de Saul, garantindo o assim contra os perigos desnecessários.
Por diversas vezes Davi teve a oportunidade pessoal de tirar a vida do rei de Israel. Mas de cada vez ele se recusou a isso, reconhecendo que Saul era o ungido do Senhor. Embora Saul tenha ficado profundamente comovido, admitindo temporariamente suas atitudes aberrantes, não demorou para que reiniciasse suas hostilidades.
O período áureo de Davi e Salomão nunca foi duplicado nos tempos do Antigo testamento. A expansão territorial e os ideais religiosos, conforme são contemplados por Moisés se concretizaram em grau maior do que jamais antes ou depois, na história de Israel. Os empreendimentos políticos de Davi foram assinalados pelo sucesso. Em menos de uma década, depois da morte de Saul, todo Israel se juntou em apoio a Davi, o qual dera início a seu reinado somente com o pequeno reino de Judá. O respeito internacional e o reconhecimento obtidos por davi para Israel continuaram intocados pelas potências estrangeiras até aos anos finais do reinado de Salomão.
O novo rei também se distinguiu como líder religioso, embora lhe fosse negado o direito de construir o templo, ele contribui de maneira significativa com os preparativos necessários a construção do templo, facilitando assim posteriormente a vida de Salomão.
Ao procurar uma localização central para servir de capital da nação unificada de Israel, Davi voltou sua atenção para Jerusalém. Ela estava em um local estratégico, sendo menos vulnerável a ataques. Quando Davi assumiu o reino sobre as doze tribos, selecionou Jerusalém para ser sua capital política. Na posição de rei do Império israelita Davi não deixou de reconhecer que Deus era quem outorgava vitórias militares e prosperidade material a Israel.
As imperfeições de caráter de qualquer membro da família real não era minimizada nas escrituras hebraicas. Um Rei que caísse em pecado não poderia escapar da justiça divina. Davi se tornara polígamo . Davi adquiriu muitas mulheres, em alguns casos, por questões políticas, como é o caso do matrimônio com Mical e Maaca. Davi acabou sofrendo as conseqüências destes relacionamentos, como os crimes de incesto, homicídio, e rebeldia, que passaram a suceder na sua vida doméstica.
O pecado de adultério e homicídio, cometido contra Batseba e Urias, constituiu um verdadeiro crime do ponto de vista humano. Talvez os fatos do hediondo crime de Davi ficassem em oculto, porquanto um sinistro em campo de batalha era ocorrência comum, porém, isso não poderia ocorrer em Israel, onde seu rei ocupava tal posição como uma imcubência sagrada.
A imoralidade e o homicídio, no seio da família, não demoraram a envolver Davi na guerra civil e na contenda. Amnon teve um relacionamento com sua meia irmã, e acabou sendo morto por Absalão. Absalão acabou se refugiando em Gesur, porém voltou, mas teve que esperar dois anos para chegar a presença do rei. Porém após conseguir o contato com seu pai, começou a preparar-se para tomar o reino, o que durou muito pouco, já que Usai ajudou a Davi, dando conselhos errôneos a Absalão.
Um dos projetos favoritos de Davi, durante os últimos anos de sua vida, foi providenciar os preparativos para a construção do templo. Davi ainda acabou fazendo um recenseamento militar indevido e recebeu as conseqüências punitivas.
As últimas palavras de Davi, revelam a grandeza do mais honrado herói de Israel. Neste ponto ele fala profeticamente sobre a duração eterna do seu reino. Deus havia firmado com ele um pacto eterno, que seria um epitáfio apropriado para seu túmulo.
3) Faça um resumo das páginas 151-210 ( Reino dividido).
Os dois reinos que surgiram após a morte de Salomão são comumente designados como reino "do Norte"e "do Sul". O último designa o estado menor, governado pela dinastia davídica, com sua capital em Jerusalém, até 586 a.. C. Consistia das tribos de Judá e Benjamim, que apoiaram a reoboão com um exército quando o resto das tribos se separou em rebeldia contra as medidas opressivas de Salomão e seu filho. O reino do norte é nome das tribos que se separaram as quais fizeram de Jeroboão o seu rei. Esse reino perdurou até 722a.C., tendo por capital, sucessivamente, as cidades de Siquém, Tirza e Samaria.
A tribo de Judá, que estava estrategicamente localizada e que era excepcionalmente forte, veio à proeminência durante a época de Saul. Após a divisão, ocorrida em 931 a.C. o nome "Judá" passou a identificar o reino do sul, que continuou leal à dinastia davídica. Sendo assim os nomes "Israel" e "Judá" representam respectivamente os reinos do Norte e o reino do Sul. Uma Outra denominação dada ao reino do norte é "Efraim", que era o nome de um dos filhos de José.
O período do reino dividido é calculado como equivalente a 3 séculos e meio.
A questão da co-regência deve ser considerada quando se busca fixar uma cronologia para esse período. Algumas vezes, os anos durante os quais pai e filho governaram juntos são creditados a ambos os reis, quando se computa a duração de seus reinados.
A fonte literária primária acerca da era do reino dividido é 1 Reis 11:1 a 2 Reis 25:30 e 2 Crônicas 10:1 a 36:23. Material complementar pode ser achado nos livros de Isaías, Jeremias e de outros profetas, que refletem a cultura contemporânea.
Enquanto em Judá se manteve o reinado, com a geração de Davi, e Salomão, em Israel houveram praticamente 4 dinastias, como segue: a Dinastia de Jeroboão, a dinastia de Baasa, a Dinastia de Onri, e a Dinastia de Jeú., além dos últimos reis.
Quando Reoboão, filho de Salomão, convocou uma assembléia nacional em Siquém, Jeroboão foi convidado a voltar e defender a causa dos anciões, que exigiam a redução dos impostos. Reoboão, teve de enfrentar um levante e fugiu para Jerusalém, enquanto Judá e Benjamim se puseram solidamente a seu lado, as demais tribos fizeram rei a Jeroboão. Foram evitados a guerra civil, e o derramamento de sangue, quando Reoboão deu ouvidos a advertência feita pelo profeta Semaías, para que restringisse suas forças. Isso deu a Jeroboão a oportunidade de firmar-se como rei de Israel.
A guerra civil prevaleceu durante os 22 anos do reinado de Jeroboão. Ele nomeou sacerdotes livremente, sem observar a lei mosaica, e foi permitido que se oferecesse sacrifícios nos lugares altos, onde era proibido., alterou também as datas das festividades do sétimo para o oitavo mês. Jeroboão foi repreendido por um profeta, que não deveria aceitar sua hospitalidade, o que o fez em um primeiro momento, porém após ouvir um outro profeta, voltou atrás e pecou contra Deus, e acabou sendo morto por um Leão.
Apesar de todo alerta dado por Deus, Jeroboão permaneceu no caminho da idolatria, e isto lhe custou o reino, que foi dado a Baasa.
Baasa da tribo de Issacar estabeleceu-se como rei em Tirza. Em todo decurso de seu reinado, houve guerras constantes com Judá. Ele procurava fortificar Ramá, porém um grande número de Israelitas deserdaram para fazer parte do reino de Judá.
Nos dias de Baasa, o profeta Jeú, proclamava ativamente a mensagem do Senhor. Este admoestou para que seguisse a Deus, porém Baasa ignorou o conselho do profeta, e continuou no caminho perverso de Jeroboão.
Zinri, reinou por apenas sete dias, não podendo assim ser considerado como uma dinastia.
Onri foi o fundador da mais notória dinastia do reino do Norte. Que durou 12 anos. Ele estabeleceu o prestígio Internacional do reino do norte. Samaria foi escolhida como o novo sítio para a capital. Quando Onri morreu em 874 a.C., a cidade de Samaria se tornou um monumento duradouro de seu governo. A pecaminosidade de Onri, ultrapassou a de todos os seus antecessores.
Com a morte de Onri, assumiu o reino Acabe, que cristalizou a adoração a Baal. Sendo que ele foi o mais destacado monarca da dinastia de Onri. No reinado de Acabe, se destacou como mensageiro de Deus, Elias. Elias foi quem desafiou os profetas de Baal. Nesta época também a bíblia ressalta as atitudes maléficas da mulher de Acabe, Jezabel. Nesta época se dá também a estória da vinha de Nabote.
Josafá Rei de Judá na ocasião, se aventurou a socorrer a Acabe em luta contra os Sírios e se deu mal, enquanto vários profetas diziam que ele seria bem sucedido. Micaías, dizia o contrário, porém a profecia de Micaías, era a única verdadeira e Acabe perdeu a guerra. Acazias sucedeu seu pai Acabe.
Como mensageiro do Senhor, Eliseu sucedeu a Elias. Com a morte de Acazias, sucedeu Jorão. Jorão foi o último rei da dinastia de Onri, quando então iniciou-se a dinastia de Jeú.
Conforme havia prevido o profeta Elias e Eliseu, A família de Acabe e Jezabel teria de ser exterminada, tal como as dinastias de Jeroboão e Baasa o tinham sido, antes de Onri.
Ao sonido de trombetas, Jeú foi proclamado rei. Em um ataque repentino contra Jezreel, Jorão foi fatalmente ferido e deixado no terreno que Acabe tomara de Nabote. Acazias tentou fugir, porém também foi morto. O cadáver de Jezabel, foi comido por cães.
Embora Jeú tenha eliminado o baalaismo, não se moldou à lei de Deus. A idolatria continuava prevalecendo de Dã a Betel- Daí o aviso divino de que seus filhos reinariam após ele somente até a quarta geração.
Jeocaz reinou de 814-798 a.C. , o exército de Israel foi reduzido a 50 cavaleiros ,10 carros de combate, e 10.000 infantes. Várias nações vizinhas se aproveitaram da má sorte de Israel, que havia sido enfraquecido pela Síria. Jeoacaz se voltou para Deus, e Israel não foi completamente assolado pelos sírios, porém não se afastou da idolatria de Jeroboão.
Jeoás reinou de 798-782 a.C., ele desceu para visitar Eliseu, quando este estava para morrer. Através de uma profecia de Eliseu, ele conseguiu reduzir as forças da Síria, recuperando parte de territórios, anteriormente tomados pela Síria. Apesar de peturbado diante da morte de Eliseu, Jeoás, não abandonou a idolatria.
Jeroboão II, reinou quarenta e um anos, incluindo 12 anos de coregência com seu pai. Jonas profeta filho de Amitai, predisse que este rei restauraria Israel desde o mar morto até as fronteiras de Hamate. A cidade de Samaria também foi reforçada por este rei.
Zacarias, filho de Jeroboão II, reinou apenas por 6 meses, e foi morto por Salum, que também reinou apenas um mês, sendo em seguida assassinado.
Menaém permaneceu no trono por uma década, e infelizmente se manteve nos padrões idólatras de Jeroboão I. Teve que enfrentar a agressão Assíria.
Pecaías seguiu as normas de seu pai, ao continuar a coleta de impostos, como vassalo da Assíria, É bem provável que Peca tenha assassinado Pecaías.
Peca reinou por oito anos em um período de crise nacional e internacional. Estando a Síria prostrada diante do poder Assírio, as chances de sobrevivência para Israel tinha desaparecido. Peca foi vitimado por uma conspiração conduzida por Oséias.
Oséias reinou de 731 a 722 a.C., era vassalo de Tiglate-Pileser. O reino se limitava a região montanhosa de Efraim. Oséias resistiu por 3 anos ao assalto do exército Assírio, mas se rendeu em 722 a.C. Isso decretou o fim do reino do Norte.
O rompimento do reino Salomônico em dois deixou a dinastia davídica com um pequeno segmento do império anterior. A linhagem real de Davi, manteve sua sucessão ininterrupta.
Quando Reboão anunciou que os impostos deveriam ser aumentados ainda mais, teve que enfrentar rebelião aberta. Fora este fator, houve também uma questão de inveja entre as tribos de Judá e Efraim. O Egito teve participação vital, já que deu asilo a Jeroboão e a Hadade. Outro fator que contribuiu para a divisão, foi a apostasia e idolatria de Salomão.
Durante os primeiros anos de seu reinado Reoboão mostrou-se muito ativo, fortificando muitas cidades de Judá e Benjamim. O início de seu reinado foi de sincera devoção religiosa, porém assim que o reino se firmou, ele e o povo se apostataram, e como resultado Deus permitiu que Sisaque invadisse Judá. Os escudos de ouro, cederam a escudos de bronze, nos dias de Reoboão.
Abias reinou por 3 anos, permaneceu na orientação política de seu progenitor. Apesar de não abolir o culto a Deus, permitiu a adoração a divindades estrangeiras.
Asa governou 41 anos, sendo que os deiz primeiros anos em condições pacíficas. Os lugares altos e os altares estrangeiros foram removidos. O povo passou a observar a lei. No décimo quarto ano Judá foi atacada por um exército Etíope, porém com ajuda divina não apenas venceu como tomou despojos de guerra. Asa porém posteriormente se associou a Ben-Hadade , pelo que foi repreendido pelo profeta Hanani. A seguir foi atingindo por uma enfermidade fatal. Aparentemente após os 15 primeiros anos de governo, Asa deixou as atividades justas positiva, que marcou o início de seu reinado.
Josafá, foi um administrador piedoso, que reinou de 872 a 848 a.C., seu programa era bem organizado, havia o ensinamento da lei, e os ídolos foram removidos, tanto o rei como o povo se voltaram para Deus. Prevaleciam relações amistosas entre Judá e Israel. Josafá sofreu certa reprimenda quando associou-se a Israel, porém reconheceu seu erro e se voltou para Deus. Josafá morreu em 848 a.C. e sua política inclusivista, quase anulou os esforços benéficos de toda a sua vida.
Jeorão, governou Judá por 8 anos, revertendo-se a Idolatria, e sendo severamente repreendido por Elias, este rei foi acometido por uma enfermidade fatal, alem de ter vários povos se revoltando contra si. Sequer foi sepultado nos túmulos dos reis.
Acazias, teve o reinado mais curto, que durou menos de um ano, isso se deve em parte ao erro de se voltar ao Baalismo. Seus irmãos foram todos mortos pelos árabes, restando apenas ele para ser coroado. Se aliou ao seu tio, rei de Israel, na batalha contra a Síria. Acazias teve que se refugiar em Samaria. Em outra perseguição ele foi fatalmente ferido e morreu em Megido. Ele recebeu sepultamento real em Jerusalém.
Atalia se apossou do trono de Jerusalém e executou um reinado de terror durante 7 anos. Ela achava que todos os herdeiros haviam morrido, porém Joás, filho infante de Acazias, foi escondido por Jeoseba, irmã de Acazias.
Atalia, era filha de Acabe e Jezabel, e pelo que já vimos da estória desses dois, sabemos quão trágico deve ter sido o reinado de Judá neste período. Atália era adepta de Baal, tendo a Matã, servindo como sacerdote de Baal. O sacerdote Joiada foi quem restaurou a linhagem real.
Joás reinou de 835 a 796 a.C. , sendo que a política de estado, foi formulada por Joiada. Foram recolhidos fundos para restauração dos holocaustos regulares, porém não houve grande êxito em um primeiro momento. Com novas ações, o templo foi restaurado. Infelizmente após a morte de Joiada a apostasia retornou de forma avassaladora. Zacarias, filho de Joiada, foi advertir ao povo, e foi apedrejado dentro do átrio do templo. Os servos do palácio se vingaram do sangue de Zacarias, assassinando ao monarca Joás.
Amazias, reinou vinte e nove anos, e viveu um reinado de vitórias e derrotas. Recuperou Edom, porém a princípio teria o apoio de soldados de Israel, se recusou a aceitar tal apoio, já que um homem de Deus, profetizou que seria derrotado, caso aceitasse o apoio. Ao voltar a Jerusalém introduzindo divindades edomitas, não passaria sem impugnação, e sofreria derrota.
Uzias, reinou entre 791-740 a.C., e viveu um período de prosperidade. Foi reconhecido como o mais hábil soberano que o reino do sul conhecera desde a época de Salomão. Os amonitas passaram a pagar tributo a Uzias. Este rei se interessava pela agricultura e pela criação animal. Houve uma expansão territorial. Ele esperava em Deus, e porisso prosperava. Uzias acabou ficando leproso, já que em determinado momento, achou que poderia agir como se fosse sacerdote.
Jotão reinou de 750 a 740 a.C., em boa parte do tempo na Co-regência com seu pai. Os empreendimentos domésticos, envolveram a construção de cidades. Sua política anti-Assíria, acabou lhe prejudicando.
Acaz, reinou por vinte anos, e diferentemente de seu pai, teve uma política pró-Assíria, face a pressão Internacional. Nesta época, atuou ativamente o profeta Isaías. A fé em Deus era a chave para a vitória segundo Isaías. Da mesma forma que outros governantes Acaz, promoveu as mais esdrúxulas práticas idólatras, fazendo inclusive seu filho passar pelo fogo.
Ezequias, reinou a partir de 716 a.C., por 29 anos. E foi considerado um rei Justo. Ezequias reabriu o templo, e observava as leis de Moisés. E convidou a todo o povo, inclusive Israel, para celebrar a páscoa. Destruiu a serpente de cobre da época de Moisés, já que o povo a vinha usando como objeto de adoração. Ezequias salientava a confiança em Deus, para um povo muitas vezes temerosos junto a povos mais preparados, numericamente falando. O triunfo de Ezequias foi balanceado pela advertência feita por Isaías, sobre o cativeiro futuro. Ezequias por ocasião de uma doença que era para a morte, foi beneficiado por Deus e ganhou mias 15 anos de vida.
Manassés, teve o mais longo reinado da história de Judá. , ele foi rei por 55 anos. Ao contrário de seu pai, Manassés, iniciou um governo totalmente pervertido e idólatra, tendo que passar por muitos traumas, até se voltar finalmente a Deus. Manassés derramou muito sangue inocente, e chegou a ser levado cativo, quando então se arrependeu de seus erros, e prestou honra a Deus.
Amom sucedeu a seu pai, e sem hesitação reverteu as práticas idolatras que haviam sido iniciadas e promovidas por Manassés, durante grande parte de seu reinado. Ele acabou sendo assassinado por escravos de seu palácio.
Josias com a tenra idade de 8 anos, substituiu a seu pai no reino, e foi em cumprimento bíblico, um grande reformador, e restaurador, da ordem religiosa de Judá. Através do acompanhamento da lei, Josias pode ver todos os erros cometidos pelo seu povo, o que lhe trouxe grande sofrimento e arrependimento, que foram a mola propulsora das ações benéficas de Josias. A reforma teve início em 628 a.C. , atingindo seu clímax com a observância da páscoa em 622 a.C. Cessou a queima de incenso a Baal, ao sol, à lua, e as estrelas, bem como todos os sacerdotes dedicados à adoração idólatra foram tirados do ofício.
4) Fale sobre o Exílio: Israel do Norte e Judá no Sul.
Joaquim, também conhecido pelo nome de Conias ou Jeconias, resistiu apenas por 3 meses como rei de Jerusalém. Em 597 a.C., os exércitos Babilônicos lançaram cerco a cidade. Percebendo ser inútil a resistência, Joaquim rendeu-se a Nabucodonosor,. Dessa vez o Monarca babilônico não somente tomou alguns poucos prisioneiros ou solicitou declarações verbais de que os Judeus pagariam tributo e seriam leais. Os babilônios despojaram o templo e os tesouros reais. Joaquim e sua rainha mãe foram levados como prisioneiros. Acompanhando-os ao cativeiro na Babilônia, seguiram oficiais palacianos, executivos, artesões e todos os líderes da comunidade. Não de menor importância entre esses milhares encontrava-se Ezequiel. Matanias, cujo nome Nabucodonosor mudou para Zedequias, foi deixado encarregado do povo que ficou em Jerusalém.
Em uma última entrevista secreta, Zedequias, uma vez mais ouviu a voz súplica de Jeremias. A obediência e a rendição eram preferíveis, mesmo em data tão atrasada. A resistência só poderia significar desastre. Temendo os líderes, que estavam resolvidos a resistir até o fim mais amargo. Zedequias não cedeu ao profeta.
No verão de 586 a.C. os babilônios entraram na cidade de Jerusalém, através de uma brecha feita nas muralhas. Zedequias tentou escapar, mas foi capturado em Jericó e levado a Ribla. Após terem sido executados os seus filhos, Zedequias, o último rei de Judá, foi cegado e levado em cadeias para Babilônia. O grande templo de Salomão, que fora o orgulho e a glória de Israel durante quase quatro séculos, ficou reduzido a cinzas, ao mesmo tempo que a cidade de Jerusalém jazia arruinada.
Jerusalém foi destruída em 586 a.C. O templo foi reduzido a cinzas e os judeus foram levados em cativeiro. O território conhecido como reino de Judá foi absorvido pelos edomitas, ao sul, e pela província babilônica de Samaria ao norte. Demolida e desolada, Jerusalém tornou-se um provérbio entre as nações. O novo lar dos Judeus foi a Babilônia. Muitos judeus continuaram no exílio, nunca mais retornando à sua terra natal.
Em 616 a.C. Nabopolassar pôs os assírios em fuga para o norte, ao longo do rio Eufrates, até harã.
Na primavera de 605 a.C. Nabopolossar enviou Nabucodonosor, o príncipe herdeiro, com o exército babilônico, para cuidar da ameaça egípcia no alto do rio Eufrates. Joaquim, que fora vassalo de Neco, agora se tornara sujeito a Nabucodonosor. Tesouros retirados do templo de Jerusalém, além de reféns simbólicos, incluindo Daniel, foram apanhados e levados para a babilônia.
Evil- Merodaque, também conhecido como Avel-Marduque, governou por 2 anos. As escrituras indicam a sua generosidade com Joaquim, que foi solto com 55 anos.
Neriglassar reinou de 560 a 556 a.C. e era casado com a filha de Nabucodonosor , e era considerado muito agressivo e vigoroso na manutenção do controle sobre todo império.
Na seqüência Nabonido, governou de 556 a 539 a.C., embora tenha negligenciado a cidade de Babilônia, tentou manter império.
Com o matrimônio de Nabucodonosor com Ciaxares prevaleceu delicado equilíbrio de poder durante todo o período de expansão e supremacia babilônica/Pérsia.
A Pérsia tornou-se potência internacional de primeira categoria sob Ciro o Grande, que subiu ao trono em 559 a.C. Os assírios e babilônicos se notabilizaram por seu costume de transportar povos conquistados para alguma terra estrangeira. O reverso dessa política distinguia a Ciro como libertador bem acolhido pelo povo. Ele encorajou povos desarraigados a voltarem às suas respectivas terras de origem , devolvendo-lhes suas divindades e seus templos. Os judeus cuja capital e templo continuavam em ruínas, estavam entre aqueles que foram beneficiados pela benevolência de Ciro.
Os dois últimos séculos do Antigo testamento representam uma era de condições de exílio para a maior parte do povo de Israel. Quando da conquista babilônica sob Nabucodonosor, muitos cativos israelitas foram levados para a babilônia. Após a destruição de Jerusalém, outros judeus migraram para o Egito. Embora alguns dos exilados houvessem retornado da Babilônia, depois de 539 a.C. a fim de restabelecerem o estado Judaico em Jerusalém, nunca mais recuperaram a posição de independência e reconhecimento internacional de que Israel desfrutara sob o governo davídico.
A transição do estado nacional para o exílio babilônico foi algo gradual para o povo de Judá. Pelo menos por 4 vezes, durante os dias de Nabucodonosor, cativos de Jerusalém foram levados para a Babilônia.
O cativeiro do rei Joaquim não impediu que os cidadãos de Judá, bem como os exilados, o considerasse seu legítimo rei. Asas de jarros estampadas, escavadas na antiga Debir, indicam que o povo costumava manter propriedades em nome de Joaquim.
As saudades da pátria permeavam os sentimentos dos exilados. Isso foi especialmente verdadeiro enquanto permaneceu intacto o governo de Jerusalém. Jeremias que era bem conhecido dos cativos, devido a seu longo ministério em Jerusalém, escreveu cartas aconselhando-os a se estabelecerem na Babilônia, a edificarem casas, a plantarem vinhas e planejarem para um período de cativeiro de setenta anos. Os judeus assumiram um modo de vida pastoril e agrícola, na fértil planície ao longo do rio Eufrates. Os judeus também se envolveram em empreendimentos comerciais por todo o império.
As experiências de Daniel e seus companheiros, retratam o tratamento favorável conferido aos cativos de Judá. Da mesma forma Ezequiel continuava a encorajar seu povo com as esperanças de um reino davídico restaurado.
A sorte de Ester na corte persa de Xerxes I tipifica o tipo de tratamento conferido aos judeus por seus dominadores. Neemias foi outro judeu que serviu na corte real. Por intermédio de seus contatos pessoais com Artaxexes ele teve a oportunidade de contribuir para o bem estar daqueles que tinham regressado a Jerusalém a fim de reedificar o templo.
Tanto Jeremias, quanto Ezequiel predisseram que Deus restauraria os judeus à sua própria terra. O aparecimento de Ciro como líder da Pérsia deve ter reavivado as esperanças de restauração entre os exilados que exercessem fé na mensagem preditiva dos profetas.
5) Retorno e restauração; explique como foi o retorno e como foi restaurado o Templo e a lei, etc. De acordo com as páginas 228-264.
Os assírios e babilônicos se notabilizaram por seu costume de transportar povos conquistados para alguma terra estrangeira. O reverso dessa política distinguia a Ciro como libertador bem acolhido pelo povo. Ele encorajou povos desarraigados a voltarem às suas respectivas terras de origem , devolvendo-lhes suas divindades e seus templos.
Os judeus cuja capital e templo continuavam em ruínas, estavam entre aqueles que foram beneficiados pela benevolência de Ciro.
Defrontando-se com oposição e apertos na Judéia, os judeus que tinham retornado não foram capazes de completar de imediato a construção do templo. Aproximadamente 23 anos e escoaram antes que atingissem seu objetivo.
Duas cópias da proclamação de Ciro acerca dos judeus são preservadas no livro de Esdras. O rei persa afirmou que fora comissionado pelo Senhor Deus dos céus para edificar um templo em Jerusalém. Sendo assim estava permitido aos judeus retornarem a terra de Judá. Milhares de exilados prepararam-se para retornar. Ciro ordenou que seu tesoureiro devolvesse aos judeus os vasos que Nabucodonosor havia retirada de Jerusalém.
A construção do templo começou no segundo mês do ano seguinte, sob a supervisão de Zorobabel e Josué. Os levitas de vinte anos para cima serviam de superintendentes. Os filhos de Asafe louvavam acompanhados por címbalos. Nem todos estavam alegres, pois os mais velhos que lembravam da glória do primeiro templo choravam de tristeza.
Oficiais de Samaria, tentaram intervir na construção do templo, e acabaram atrasando a construção até ao segundo ano do reinado de Dario.
Após esse reinício da construção do templo, o mesmo foi concluído em 5 anos. Os planos de Salomão para o santuário, foram seguidos por Zorobabel.
Devem ter sido impressionantes as cerimônias de consagração desse templo. Oferendas elaboradas consistiram de 100 touros, 200 carneiros e 400 ovelhas.
No mês seguinte, os judeus observaram a páscoa. Com as devidas cerimônias de purificação os sacerdotes e os levitas estavam preparados para oficiar na celebração dessa observância histórica.
Esdras, sacerdote e escriba, surge como notável líder religioso. Tendo chegado cerca de 13 anos antes, como renomado mestre da lei, ele era bem conhecido de todos habitantes da província. É muito lógico supor que Esdras em anos anteriores havia convocado o povo para o observância da lei.
Passou a ser observada a festa da trombeta. A lei foi lida publicamente cada dia, durante os sete dias dessa festa. No oitavo dia houve convocação solene, e os sacrifícios prescritos foram oferecidos. Após 2 dias de interrupção o povo reuniu-se novamente para orar e jejuar. A justiça e a misericórdia de Deus foram devidamente reconhecidas. Dois preceitos foram frisados especialmente: Casamentos mistos e a observância do sábado.
Fazendo breve sumário das reformas religiosas e das provisões necessárias aos cultos apropriados no templo. Neemias encerrou a narrativa de suas atividades. Intensamente zeloso pela causa de Deus, ele proferiu sua oração final "Lembra-te de mim, Deus meu, para o meu bem".
Teologia Sistemática - Homem
Teologia Sistemática - Homem
Livro: O Homem - A natureza humana explicada pela Bíblia - corpo, alma, e espírito. Severino Pedro da Silva. Ed.CPAD,
1) O que é o homem ? De acordo com as páginas. (11-58).
O salmista Davi, rei de Israel , faz a seguinte indagação a Deus : "Que é o homem?". No campo filosófico, porém, isso assume quase que uma dimensão maior, de tal modo que quase todos suscitaram grande interesse.
O homem sempre foi ( e continua sendo) objeto de estudo em todos os períodos da história da humanidade.
Pela Bíblia, podemos obter que sua origem é o pó da terra. Além disso as Escrituras mostram que o homem é resultado de atos imediatos, especiais e formativos de Deus.
O home foi feito à imagem e semelhança de Deus, sendo que isso não se refere, ao aspecto físico, já que Deus é espírito, e sim aos carácteres que dizem respeito a imortalidade, à moral, ao raciocínio e ao domínio de si mesmo.
Somente o homem recebeu o sopro de Deus, é um ser moral, possui livre-arbítrio e consciência do mal e do bem. É um ser racional com capacidade para pensar no abstrato e formar idéias. Tem domínio sobre os seres vivos e a natureza.
O homem foi criado, não evoluído de um ser inferior, como nos tenta passar a Teoria da Evolução.
O homem tem dois objetivos na vida: o Imediato e o mediat, já os animais têm apenas o objetivo imediato.
A alma humana é a parte mais importante da natureza constitutiva do homem, sendo que as almas dos homens, sem distinção de tribo e nação a que pertençam, são essencialmente as mesmas.
Gênesis procura provar que as nações tiveram uma origem comum, e que todos os homens são irmãos, com uma unidade humana que tem sua raiz em Deus.
Uma tradição foi possível por causa da idade avançada dos homens do tempo bíblico e isso fortalece o sentido do argumento de que todos os homens vieram de um só tronco e de um só lugar.
A escala da vida do homem sofreu várias modificações, caiu de 950 anos para 120 anos. 3000 anos depois, houve uma nova redução e a idade do homem caiu de 120 anos para 80, 70 anos. Atualmente, porém. O homem começa a morrer logo quando nasce, disse, um cientista médico. Só durante o Milênio de Nosso Senhor Jesus Cristo tudo isso será novamente modificado, e a vida humana voltará à sua forma primitiva.
Quando passamos a analisar o homem do ponto de vista de sua constituição, a antropologia teológica passa a descrevê-lo como um ser tríplice, isto é composto de 3 partes : Corpo, alma e espírito. Porém quando o analisamos do ponto de vista de sua natureza, concluímos que ele possui duas naturezas a humana, ligada ao corpo, e a divina, ligada com a alma e o espírito. As Escrituras chamam o homem de alma vivente.
A crença na definição das tres partes do homem é chamada de tricotomia. No que diz respeito a sua constituição, o homem é tricótomo ( Espírito, Alma e Corpo), já etimologicamente falando, ele se compõe de duas partes ( material e imaterial). Sendo que o material é composto do corpo, e nele são exercidas as relações do imaterial ( Alma e espírito) , tais como intelecto, consciência e alma- quando no sentido de ser vivente.
A bíblia em Hebreus 4,12, nos fala da divisão da alma e do espírito.
O homem é comparado a um templo. O corpo é o átrio exterior, a alma o santo lugar, e o espírito o Santo dos Santos.
O homem é um ser espiritual em dimensões superiores a qualquer outro ser. Ele difere bastante dos outros seres criados: A primeira diferença é a inteligência, ou poder de pensar; a segunda é a afeição racional; a terceira é a vontade livre; a quarta diferença diz respeito ao senso moral; e a quinta diferença e que o homem se volta para Deus. Estes requisitos assinalam o homem como tendo sido feito como é Deus.
2) O que é o corpo?
A estrutura do corpo humano é perfeitamente completa, tanto no conjunto como em suas partes singulares, tais como a perfeição do aparelho circulatório, dos tecidos nervosos, da estrutura dos olhos e ouvidos, do nariz: local e posição onde se encontra, da boca, etc.
O homem nasce com um corpo que está ainda em fase de estrutura, sendo bastante frágil e privado de qualquer autonomia. Por utro lado é de dimensões gigantescas em vários de seus aspectos. O cérebro humano é composto de cerca de 9 milhões de células nervosas, o corpo humano possui um trilhão de células, o comprimento dos vasos capilares atingem 100 mil quilômetros, os vasos capilares dos rins é de 60 quilômetros, a dimensão dos capilares abertos é de 6.000 metros quadrados, e a superfície dos alvéolos pulmonares em extensão forma quase 8.000 metros quadrados.
Com o corpo, que foi criado por Deus, e é elemento essencial do homem, ele pode realizar, as seguintes coisas: alimentar-se; reproduzir-se; aprender; comunicar-se; divertir-se; trabalhar; adorar.
É mediante o corpo que o homem é um ser social, um ser religioso, e mediante ele um dias suas obras serão aprovadas ou reprovadas diante de Deus.
O corpo é comparado ao átrio exterior, e as ações do corpo, podem ser vistas por todos, merecendo assim bastante atenção.
O corpo, formado do pó da terra, possui em si 18 elementos : em valores aproximados 72% de oxigênio; 14% de carbono; 9% de hidrogênio; 5% de nitrogênio; os restantes 3,5% se compõe de pelo menos mais 15 elementos tais como cálcio, fósforo, potásio, enxofre, sódio, cloro, e vestígios de iodo, cobre, zinco, etc.
Com referência ao corpo humano, podemos concluir que pela criação é um produtop do "pó" da terra: ele é sustentado pelos elementos que derivam do pó e retornam ao pá como está predito. Está condenado à morte por causa do pecado que ocasionou a queda. Mas também está sujeito à ressureição ou transladação pela salvação em Cristo e é tão eterno ( nesse sentido) quanto a alma e o espírito do homem.
3) O que é a alma? De acordo com as páginas 67-124.
A alma inclui o intelecto, que nos ajuda no presente estado de existência e as emocões, que procedem dos sentidos. Visto que a alma pertence ao próprio ego do homem e revela sua personalidade, ela é denominada a parte da "autoconsciência".
O estudo objetivo dos fenômenos psicológicos leva nos a afirmar que o homem possui uma alma, que é uma substância simples e espiritual.
A alma significa hálito de vida. Em alguns casos refere-se a pessoa humana como um todo (nephesh), em outros a parte interior do homem (Psychê). Tanto o homem como os animais foram chamados de "alma vivente".
Os judeus denominavam esta substância como sendo a sede da percepção, do desejo e do prazer, do desfrutamento, etc.
No novo testamento o sentido de alma pode estar enfatizado como : pensamento, existência após a morte, princípio de vida, o nível mais alto da vida psíquica, homem interior, vida, emoção, ou a parte imaterial do homem.
A alma é uma substância fonte dos fenômenos da vida: vegetativa, sensitiva e racional. A alma é uma substância espiritual que interligada ao espírito forma o homem interior.
A alma estabelece contato com o mundo por meio do corpo, sendo que a alma possui 3 faculdades distintas: a faculdade volitiva, a faculdade intelectual, e a faculdade emotiva.
Na simplicidade da alma são ressaltadas as sua operações, como por exemplo: a sensação( na alma há uma percepção una), a reflexão( a alma se volta sobre si mesma para avaliar os seus atos), a atividade ( a alma realiza as funções da visão, audição. Paladar, olfato e tato), a sua união com o corpo(a união da alma com o corpo tornou-se insolúvel nas doutrinas filosóficas) , como substância ( a alma é uma substância, que somente pode entrar em nossas dimensões com a autorização divina)
A alma tem influência sobre o corpo, e o corpo sobre a alma, e ambos têm um instrumento comum, que é o cerebro.
A alma tem sua origem em Deus, isto não impede porém que haja a participação genealógica na criação da alma do novo ser.
A influência da consciência é exercida através da alma, para nivelar nossos estados morais . Mas outras vezes esta influência é exercida pelo espírito humano. Quando isso ocorre não se trata de um nivelamento de nossos estados, e sim de um estado de despertamento da própria consciência. A consciência foi dada a alma para ajudar o homem. Ao poder do homem de julgar o bem e o mal, chamamos faculdade moral, que é a consciência.
Chama-se imaginação a faculdade de conservar, de produzir e de combinar as imagens das coisas sensíveis. No conceito filosófico, a imaginação se manifesta de tres formas: imaginação reprodutora ( reproduz e evoca imagens); imaginação criadora (combina imagens antigas formando novas); imaginação da alma (é aquela invocada diretamente pela alma).
A memória é a faculdade de conservar e evocar os estados de consciência anteriormente experimentados. A memória é frequentemente evocada pela alma, como no juízo, na educação moral, e no intelecto.
O instinto é o conjunto das tendências naturais, que derivam das necessidades fundamentais ou primárias do ser vivo. Do ponto de vista divino, a alma vive a sua vida natural através dos instintos. O instinto no homem é diferente do instinto do animal, pois no homem há a inteligência.
Algumas vezes a alma é identificada com o sangue como algo essencial à existência física. O sangue é a vida limitada pela morte. O sangue é que faz expiação pela alma. O sangue portanto é a vida para que seja vivida através do corpo enquanto que a vida natural da alma é a vida para ser vivida aqui e na eternidade.
A bíblia como fonte geral, apresenta o coração como representante legal da vida e de outras atividades e acrescenta: sobretudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida. Quando a bíblia diz amai a Deus de todo o seu coração, significa dizer amai a Deus com toda a sua alma.
A alma é imortal, e existe a prova metafísica, prova moral e prova pisicológica disso. A vida espiritual de comunhão com Deus, pode terminar, porém isso não implica no aniquilamento da alma.
A volta da alma que partiu para a eternidade não se dará, nem em casos especiais, e isto pode ser concluído, através de prova gramatical, prova exegética, prova escatológica, prova profética, prova personificada, prova matemática, prova contraditória, prova similar, prova ontológica e prova doutrinária.
4) O que é o espírito humano? De acordo com as páginas 125-144.
Pneuma que se traduz por espírito, denota o movimento dinâmico do ar. No campo teológico, isso denota a existência da vida, tanto nos termos físicos, como jurídicos.
Do ponto de vista antropológico, representa a natureza suprema do seu ser e rege a qualidade do seu caráter numa posição elevada. Dependendo do significado do pensamento, o espírito humano é comparado com o lugar santíssimo, isto é a ordem a nós apresentado por Deus é incunfundível: "Vosso espírito, e alma e corpo".
O espírito humano tem tres modos de proceder, dependendo dos tres poderes que o caracterizam, que são : o intelecto (Essa é a parte que lhe capacita a faculdade de julgar, recordar, imaginar e raciocinar), a feição ( Essa parte lhe capacita a sensibilidade de sentir prazer, dor, ódio, amor e outras formas de expressão)e a vontade (Essa parte o capacita para o dever de escolher, rejeitar, aceitar, e seguir o destino, pondo em prática as deliberações tomadas.
Nosso espírito possui a função da consciência, intuição e comunhão.
No tocante a vida, o espírito é responsável pela vida consciente do homem desde seu ponto de partida, até sua chegada final pela morte. A bíblia afirma que um espírito, não tem carne nem osso, deduzimos então que ele é uma substância espiritual.
A alma no que diz respeito a vida, é a agência, e o espírito é o agente. Termos como carne, alma, espírito ou folego, são sempre tomados um pelo outro para representar a vida em sentido geral.
O espírito como princípio da vida no homem tem diversos sentidos e aplicações. O espírito humano representa a natureza suprema do homem e nessa peculiaridade rege a qualidade do seu ser e caráter. Aquilo que domina o espírito torna-se o atributo de seu caráter.
O homem não passa de uma criatura àqual foi transmitida pelo Espírito de Deus, sendo que a vida que ele tem um resultado do hálito de Deus. Assim a vida e a morte foram realisticamente descritas como uma concessão ou uma retirada do sopro de Deus.
O capítulo 12 do livro de Eclesiastes, apresenta uma alegoria perfeita da vida humana e seu término. Sendo que quando se fala de morte, tem que pensar na fusão do espírito com a alma. A alma e o espírito quando da morte se entrelaçam formando um corpo espiritual, combinando entre si em cada detalhe. Quando estes terminam sua peregrinação neste mundo voltam para Deus, e esta volta é feita através de anjos celestiais a imediata presença de Cristo.
O intelecto. (Essa é a parte que lhe capacita a faculdade de julgar, recordar, imaginar e raciocinar).
5) O que é a família?
As sociedades apresentam diferenças na maneira como se organizam ou estruturam seus grupos ( família aqui é vista do ponto de vista sócio-cultural) familiares, variáveis no tempo e no espaço.
Essas variações sofrem, porém, modificações profundas, dependendo de certas influências internas e externas.
A família pode ser dividida das seguintes maneiras:
Elementar ( é formada por um homem, sua esposa e seus filhos, pode a medida que os filhos deixam o lar, diminuir, ou desaparecer com a morte dos pais);Extensa ( é composta de duas ou mais famílias nucleares ligadas por laços consanguíneos.;Composta ( formada por 3 ou mais conjuges e seus filhos);Conjugada (composta por 2 ou mais irmãos, e suas respectivas esposas e filhos; Fantasma ( formada pela mulher casada e seus filhos, e o fantasma, que é o marido ausente, que não desempenha o papel de pai.).
A origem do sistema de parentesco encontra-se no fato de o indivíduo pertencer, ao mesmo tempo, as duas famílias nucleares, a de orientação ( onde nasceu), e a de procriação ( que constituiu).
São treis os tipos de parentes : primário ( pai, mãe, irmãos, na família de orientação, marido, esposa e filhos na família de procriação); Secundário ( avós e tios; terciário, como referência, seriam bisavôs, esposa dos tios e outros parentes mais remotos.
Há nove critérios de identificação (estruturais), sendo seis fundamentais e tres derivativas : Fundamentais - Sexo(diferença biológica), afinidade(diferença ente parentes de sangue e ligados pelo matrimônio), colateriedade(diferença entre relacionamento linear, e colateral), bifurcação( diferença do sexo da pessoa a qual se estabelece relacionamento), polaridade( diferenças sociais); Derivativos - Sexo( diferença do sexo de quem fala, homem e mulher) e descendência ( refere-se a parentes secundários).
Do ponto de vista divino, o casamento não é elemento acidental, mas essencial da criação, ponto de que o próprio homem, não é completo em suas necessidades sem a sua adjutora. Assim o matrimônio, se tornou um meio de assegurar o futuro.
Nas sociedades normalmente há regras sobre onde um jovem casal deve morar, este tipo de moradia pode ser : Matriarcal (comunidade dos pais da esposa);Patrilocal (comunidade dos pais do noivo); Virilocal ( na casa dos pais do marido);Uxorilocal (na casa do irmão da mãe dele); Amilocal ( com o tio materno da noiva);Neolocal ( grupo doméstico independente);Bilocal( com os pais de qualquer dos conjuges);Patrimatrilocal (residência matrilocal inicialmente, e depois patrilocal).
Livro: O Homem - A natureza humana explicada pela Bíblia - corpo, alma, e espírito. Severino Pedro da Silva. Ed.CPAD,
1) O que é o homem ? De acordo com as páginas. (11-58).
O salmista Davi, rei de Israel , faz a seguinte indagação a Deus : "Que é o homem?". No campo filosófico, porém, isso assume quase que uma dimensão maior, de tal modo que quase todos suscitaram grande interesse.
O homem sempre foi ( e continua sendo) objeto de estudo em todos os períodos da história da humanidade.
Pela Bíblia, podemos obter que sua origem é o pó da terra. Além disso as Escrituras mostram que o homem é resultado de atos imediatos, especiais e formativos de Deus.
O home foi feito à imagem e semelhança de Deus, sendo que isso não se refere, ao aspecto físico, já que Deus é espírito, e sim aos carácteres que dizem respeito a imortalidade, à moral, ao raciocínio e ao domínio de si mesmo.
Somente o homem recebeu o sopro de Deus, é um ser moral, possui livre-arbítrio e consciência do mal e do bem. É um ser racional com capacidade para pensar no abstrato e formar idéias. Tem domínio sobre os seres vivos e a natureza.
O homem foi criado, não evoluído de um ser inferior, como nos tenta passar a Teoria da Evolução.
O homem tem dois objetivos na vida: o Imediato e o mediat, já os animais têm apenas o objetivo imediato.
A alma humana é a parte mais importante da natureza constitutiva do homem, sendo que as almas dos homens, sem distinção de tribo e nação a que pertençam, são essencialmente as mesmas.
Gênesis procura provar que as nações tiveram uma origem comum, e que todos os homens são irmãos, com uma unidade humana que tem sua raiz em Deus.
Uma tradição foi possível por causa da idade avançada dos homens do tempo bíblico e isso fortalece o sentido do argumento de que todos os homens vieram de um só tronco e de um só lugar.
A escala da vida do homem sofreu várias modificações, caiu de 950 anos para 120 anos. 3000 anos depois, houve uma nova redução e a idade do homem caiu de 120 anos para 80, 70 anos. Atualmente, porém. O homem começa a morrer logo quando nasce, disse, um cientista médico. Só durante o Milênio de Nosso Senhor Jesus Cristo tudo isso será novamente modificado, e a vida humana voltará à sua forma primitiva.
Quando passamos a analisar o homem do ponto de vista de sua constituição, a antropologia teológica passa a descrevê-lo como um ser tríplice, isto é composto de 3 partes : Corpo, alma e espírito. Porém quando o analisamos do ponto de vista de sua natureza, concluímos que ele possui duas naturezas a humana, ligada ao corpo, e a divina, ligada com a alma e o espírito. As Escrituras chamam o homem de alma vivente.
A crença na definição das tres partes do homem é chamada de tricotomia. No que diz respeito a sua constituição, o homem é tricótomo ( Espírito, Alma e Corpo), já etimologicamente falando, ele se compõe de duas partes ( material e imaterial). Sendo que o material é composto do corpo, e nele são exercidas as relações do imaterial ( Alma e espírito) , tais como intelecto, consciência e alma- quando no sentido de ser vivente.
A bíblia em Hebreus 4,12, nos fala da divisão da alma e do espírito.
O homem é comparado a um templo. O corpo é o átrio exterior, a alma o santo lugar, e o espírito o Santo dos Santos.
O homem é um ser espiritual em dimensões superiores a qualquer outro ser. Ele difere bastante dos outros seres criados: A primeira diferença é a inteligência, ou poder de pensar; a segunda é a afeição racional; a terceira é a vontade livre; a quarta diferença diz respeito ao senso moral; e a quinta diferença e que o homem se volta para Deus. Estes requisitos assinalam o homem como tendo sido feito como é Deus.
2) O que é o corpo?
A estrutura do corpo humano é perfeitamente completa, tanto no conjunto como em suas partes singulares, tais como a perfeição do aparelho circulatório, dos tecidos nervosos, da estrutura dos olhos e ouvidos, do nariz: local e posição onde se encontra, da boca, etc.
O homem nasce com um corpo que está ainda em fase de estrutura, sendo bastante frágil e privado de qualquer autonomia. Por utro lado é de dimensões gigantescas em vários de seus aspectos. O cérebro humano é composto de cerca de 9 milhões de células nervosas, o corpo humano possui um trilhão de células, o comprimento dos vasos capilares atingem 100 mil quilômetros, os vasos capilares dos rins é de 60 quilômetros, a dimensão dos capilares abertos é de 6.000 metros quadrados, e a superfície dos alvéolos pulmonares em extensão forma quase 8.000 metros quadrados.
Com o corpo, que foi criado por Deus, e é elemento essencial do homem, ele pode realizar, as seguintes coisas: alimentar-se; reproduzir-se; aprender; comunicar-se; divertir-se; trabalhar; adorar.
É mediante o corpo que o homem é um ser social, um ser religioso, e mediante ele um dias suas obras serão aprovadas ou reprovadas diante de Deus.
O corpo é comparado ao átrio exterior, e as ações do corpo, podem ser vistas por todos, merecendo assim bastante atenção.
O corpo, formado do pó da terra, possui em si 18 elementos : em valores aproximados 72% de oxigênio; 14% de carbono; 9% de hidrogênio; 5% de nitrogênio; os restantes 3,5% se compõe de pelo menos mais 15 elementos tais como cálcio, fósforo, potásio, enxofre, sódio, cloro, e vestígios de iodo, cobre, zinco, etc.
Com referência ao corpo humano, podemos concluir que pela criação é um produtop do "pó" da terra: ele é sustentado pelos elementos que derivam do pó e retornam ao pá como está predito. Está condenado à morte por causa do pecado que ocasionou a queda. Mas também está sujeito à ressureição ou transladação pela salvação em Cristo e é tão eterno ( nesse sentido) quanto a alma e o espírito do homem.
3) O que é a alma? De acordo com as páginas 67-124.
A alma inclui o intelecto, que nos ajuda no presente estado de existência e as emocões, que procedem dos sentidos. Visto que a alma pertence ao próprio ego do homem e revela sua personalidade, ela é denominada a parte da "autoconsciência".
O estudo objetivo dos fenômenos psicológicos leva nos a afirmar que o homem possui uma alma, que é uma substância simples e espiritual.
A alma significa hálito de vida. Em alguns casos refere-se a pessoa humana como um todo (nephesh), em outros a parte interior do homem (Psychê). Tanto o homem como os animais foram chamados de "alma vivente".
Os judeus denominavam esta substância como sendo a sede da percepção, do desejo e do prazer, do desfrutamento, etc.
No novo testamento o sentido de alma pode estar enfatizado como : pensamento, existência após a morte, princípio de vida, o nível mais alto da vida psíquica, homem interior, vida, emoção, ou a parte imaterial do homem.
A alma é uma substância fonte dos fenômenos da vida: vegetativa, sensitiva e racional. A alma é uma substância espiritual que interligada ao espírito forma o homem interior.
A alma estabelece contato com o mundo por meio do corpo, sendo que a alma possui 3 faculdades distintas: a faculdade volitiva, a faculdade intelectual, e a faculdade emotiva.
Na simplicidade da alma são ressaltadas as sua operações, como por exemplo: a sensação( na alma há uma percepção una), a reflexão( a alma se volta sobre si mesma para avaliar os seus atos), a atividade ( a alma realiza as funções da visão, audição. Paladar, olfato e tato), a sua união com o corpo(a união da alma com o corpo tornou-se insolúvel nas doutrinas filosóficas) , como substância ( a alma é uma substância, que somente pode entrar em nossas dimensões com a autorização divina)
A alma tem influência sobre o corpo, e o corpo sobre a alma, e ambos têm um instrumento comum, que é o cerebro.
A alma tem sua origem em Deus, isto não impede porém que haja a participação genealógica na criação da alma do novo ser.
A influência da consciência é exercida através da alma, para nivelar nossos estados morais . Mas outras vezes esta influência é exercida pelo espírito humano. Quando isso ocorre não se trata de um nivelamento de nossos estados, e sim de um estado de despertamento da própria consciência. A consciência foi dada a alma para ajudar o homem. Ao poder do homem de julgar o bem e o mal, chamamos faculdade moral, que é a consciência.
Chama-se imaginação a faculdade de conservar, de produzir e de combinar as imagens das coisas sensíveis. No conceito filosófico, a imaginação se manifesta de tres formas: imaginação reprodutora ( reproduz e evoca imagens); imaginação criadora (combina imagens antigas formando novas); imaginação da alma (é aquela invocada diretamente pela alma).
A memória é a faculdade de conservar e evocar os estados de consciência anteriormente experimentados. A memória é frequentemente evocada pela alma, como no juízo, na educação moral, e no intelecto.
O instinto é o conjunto das tendências naturais, que derivam das necessidades fundamentais ou primárias do ser vivo. Do ponto de vista divino, a alma vive a sua vida natural através dos instintos. O instinto no homem é diferente do instinto do animal, pois no homem há a inteligência.
Algumas vezes a alma é identificada com o sangue como algo essencial à existência física. O sangue é a vida limitada pela morte. O sangue é que faz expiação pela alma. O sangue portanto é a vida para que seja vivida através do corpo enquanto que a vida natural da alma é a vida para ser vivida aqui e na eternidade.
A bíblia como fonte geral, apresenta o coração como representante legal da vida e de outras atividades e acrescenta: sobretudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida. Quando a bíblia diz amai a Deus de todo o seu coração, significa dizer amai a Deus com toda a sua alma.
A alma é imortal, e existe a prova metafísica, prova moral e prova pisicológica disso. A vida espiritual de comunhão com Deus, pode terminar, porém isso não implica no aniquilamento da alma.
A volta da alma que partiu para a eternidade não se dará, nem em casos especiais, e isto pode ser concluído, através de prova gramatical, prova exegética, prova escatológica, prova profética, prova personificada, prova matemática, prova contraditória, prova similar, prova ontológica e prova doutrinária.
4) O que é o espírito humano? De acordo com as páginas 125-144.
Pneuma que se traduz por espírito, denota o movimento dinâmico do ar. No campo teológico, isso denota a existência da vida, tanto nos termos físicos, como jurídicos.
Do ponto de vista antropológico, representa a natureza suprema do seu ser e rege a qualidade do seu caráter numa posição elevada. Dependendo do significado do pensamento, o espírito humano é comparado com o lugar santíssimo, isto é a ordem a nós apresentado por Deus é incunfundível: "Vosso espírito, e alma e corpo".
O espírito humano tem tres modos de proceder, dependendo dos tres poderes que o caracterizam, que são : o intelecto (Essa é a parte que lhe capacita a faculdade de julgar, recordar, imaginar e raciocinar), a feição ( Essa parte lhe capacita a sensibilidade de sentir prazer, dor, ódio, amor e outras formas de expressão)e a vontade (Essa parte o capacita para o dever de escolher, rejeitar, aceitar, e seguir o destino, pondo em prática as deliberações tomadas.
Nosso espírito possui a função da consciência, intuição e comunhão.
No tocante a vida, o espírito é responsável pela vida consciente do homem desde seu ponto de partida, até sua chegada final pela morte. A bíblia afirma que um espírito, não tem carne nem osso, deduzimos então que ele é uma substância espiritual.
A alma no que diz respeito a vida, é a agência, e o espírito é o agente. Termos como carne, alma, espírito ou folego, são sempre tomados um pelo outro para representar a vida em sentido geral.
O espírito como princípio da vida no homem tem diversos sentidos e aplicações. O espírito humano representa a natureza suprema do homem e nessa peculiaridade rege a qualidade do seu ser e caráter. Aquilo que domina o espírito torna-se o atributo de seu caráter.
O homem não passa de uma criatura àqual foi transmitida pelo Espírito de Deus, sendo que a vida que ele tem um resultado do hálito de Deus. Assim a vida e a morte foram realisticamente descritas como uma concessão ou uma retirada do sopro de Deus.
O capítulo 12 do livro de Eclesiastes, apresenta uma alegoria perfeita da vida humana e seu término. Sendo que quando se fala de morte, tem que pensar na fusão do espírito com a alma. A alma e o espírito quando da morte se entrelaçam formando um corpo espiritual, combinando entre si em cada detalhe. Quando estes terminam sua peregrinação neste mundo voltam para Deus, e esta volta é feita através de anjos celestiais a imediata presença de Cristo.
O intelecto. (Essa é a parte que lhe capacita a faculdade de julgar, recordar, imaginar e raciocinar).
5) O que é a família?
As sociedades apresentam diferenças na maneira como se organizam ou estruturam seus grupos ( família aqui é vista do ponto de vista sócio-cultural) familiares, variáveis no tempo e no espaço.
Essas variações sofrem, porém, modificações profundas, dependendo de certas influências internas e externas.
A família pode ser dividida das seguintes maneiras:
Elementar ( é formada por um homem, sua esposa e seus filhos, pode a medida que os filhos deixam o lar, diminuir, ou desaparecer com a morte dos pais);Extensa ( é composta de duas ou mais famílias nucleares ligadas por laços consanguíneos.;Composta ( formada por 3 ou mais conjuges e seus filhos);Conjugada (composta por 2 ou mais irmãos, e suas respectivas esposas e filhos; Fantasma ( formada pela mulher casada e seus filhos, e o fantasma, que é o marido ausente, que não desempenha o papel de pai.).
A origem do sistema de parentesco encontra-se no fato de o indivíduo pertencer, ao mesmo tempo, as duas famílias nucleares, a de orientação ( onde nasceu), e a de procriação ( que constituiu).
São treis os tipos de parentes : primário ( pai, mãe, irmãos, na família de orientação, marido, esposa e filhos na família de procriação); Secundário ( avós e tios; terciário, como referência, seriam bisavôs, esposa dos tios e outros parentes mais remotos.
Há nove critérios de identificação (estruturais), sendo seis fundamentais e tres derivativas : Fundamentais - Sexo(diferença biológica), afinidade(diferença ente parentes de sangue e ligados pelo matrimônio), colateriedade(diferença entre relacionamento linear, e colateral), bifurcação( diferença do sexo da pessoa a qual se estabelece relacionamento), polaridade( diferenças sociais); Derivativos - Sexo( diferença do sexo de quem fala, homem e mulher) e descendência ( refere-se a parentes secundários).
Do ponto de vista divino, o casamento não é elemento acidental, mas essencial da criação, ponto de que o próprio homem, não é completo em suas necessidades sem a sua adjutora. Assim o matrimônio, se tornou um meio de assegurar o futuro.
Nas sociedades normalmente há regras sobre onde um jovem casal deve morar, este tipo de moradia pode ser : Matriarcal (comunidade dos pais da esposa);Patrilocal (comunidade dos pais do noivo); Virilocal ( na casa dos pais do marido);Uxorilocal (na casa do irmão da mãe dele); Amilocal ( com o tio materno da noiva);Neolocal ( grupo doméstico independente);Bilocal( com os pais de qualquer dos conjuges);Patrimatrilocal (residência matrilocal inicialmente, e depois patrilocal).
Ética Cristã
Livro: Ética Cristã - Norman Gleisler - Vida Nova.
1) Faça um breve comentário expositivo - analítico sobre abordagens e alternativas éticas quanto ao ato de mentir, concluindo positiva ou negativamente sobre o ato.
A mentira é impessoal e desamorosa, mas quando alguém pode ganhar um valor pessoal sobrepujante ao suspender a prática da verdade, neste caso é moralmente justificável e pessoal fazê-lo.
2) Determine porque o hierarquismo valoriza atos pessoais hierarquicamente ordenados.
O hierarquismo sustenta uma ordem hierárquica das normas éticas, , baseado na escala relativa de valores que representam. É como uma pirâmide de valores obrigatórios sobre os homens. Quando dois ou mais valores entram em conflito, a pessoa está isenta da sua obrigação quanto a norma inferior, tendo em vista a obrigação preferencial da norma superior.
No hierarquismo a pessoa não é culpada por quebrar uma norma inferior, mas tem isenção dela, tendo em vista o dever de seguir uma norma superior. A premissa comum no hieraquismo é que as coisas estão ordenadas numa escala do bem, com variações entre o menos bom e o máximo bem.
Entre estas normas, podemos destacar : As pessoas são mais valiosas que as coisas; A pessoa infinita é mais valiosa que a pessoa finita; Uma pessoa completa é mais valiosa do que uma pessoa incompleta ( apenas nos casos de conflitos irresolvíveis); Uma pessoa real tem mais valor do que uma pessoa em potencial; As pessoas em potencial são mais valiosas do que as coisas reais;Muitas pessoas são mais valiosas do que poucas pessoas e por fim Atos pessoais que promovem a personalidade são melhores do que os que não a promovem. Sendo este última norma, o objeto da questão em pauta, podemos assim detalhar:
Há muitos atos realizados por pessoas com respeito a outras, mas não são todos de igual valor. Alguns atos são impessoais, outros por outro lado são antipessoais, e dos demais atos pessoais, alguns promovem os relacionamentos interpessoais melhor do que os outros. Os superiores devem ser preferidos aos inferiores. Assim sendo atos pessoais sobrepujam atos impessoais, e atos mais altamente pessoais são melhores do que atos menos pessoais.
No caso de conflito deve se optar pelos atos que contribuem para relacionamento pessoais melhores. Se a pessoa está presa em um dilema moral em que deve escolher um número igual de pessoas que devem morrer ou viver, a decisão deve ser baseada em quais pessoas promoverão os melhores relacionamentos interpessoais se viver. Como exemplo um general pode ser salvo, e um soldado sacrificado. Isto deve ser aplicado apenas quando há conflito inevitável de normas éticas.
3) Analise e conclua o que se pode dizer no âmbito da Ética Cristã sobre o cristão e o amor próprio.
De um lado os homens são condenados por serem amantes de si mesmo; do outro lado, há um sentido em que devem amar a si mesmos. De um lado, alegadamente não há bem algum nos homens; do outro lado, são portadores da imagem de Deus. Os homens são ordenados tanto a odiar a si mesmos quanto a amar a si mesmos; são conclamados a negar a si mesmos por causa do mal, e a afirmar seu próprio bem como criaturas de Deus .
A natureza do homem caído é má e corrompida, mas não está além da redenção. Até mesmo na sua condição pecaminosa o homem tem valor como criatura de Deus que pode tornar-se um filho de Deus mediante a redenção. A imagem de Deus não está perdida no homem caído. Há valor no não-redimido porque não está além da possibilidade da redenção. E, portanto, há um sentimento que este valor deve ser amado ou respeitado.
A doutrina da depravação total às vezes é entendida erroneamente. Não deve ser entendida num sentido metafísico. Ou seja : Os homens caídos não estão totalmente privados de todo o bem na sua natureza, porque se isso fosse verdade, não teria natureza alguma.
Os homens devem odiar as tendências egoístas em si mesmo, mas devem amar a si mesmos. Ou seja : O amor impróprio a si mesmo não deve impedir o amor correto e a si mesmo. Amar a si mesmo como sendo ulterior ( como Deus) é impróprio; Amar a si mesmo como a criatura é apropriado e bom. Este amor-próprio legítimo está claramente subentendido no mandado da Escritura: "Ama teu próximo como a ti mesmo".
4) O poder da ganância e a injustiça, foram combatidos não somente pelos profetas do A.T,, como também por Jesus Cristo e Apóstolos da Igreja. Analise à Luz da realidade a responsabilidade social do cristão dentro e fora da Igreja.
Que o homem é responsável por seu próximo é claramente ensinado na Escritura. O que aparentemente não é obvio a alguns cristãos é que esta responsabilidade se estende às responsabilidades sociais bem como às espirituais. Um levantamento das Escrituras apoiará a posição de que o dever do cristão para amar inclui dimensões sociais bem como espirituais do amor.
Quanto a responsabilidade do cristão para com outras pessoas, não é meramente proteger vidas inocentes, mas sim fazer o bem positivo em prol dos outros.
Quanto a responsabilidade para com a pessoa total, o que os cristãos as vezes não percebem , é o fato de que o amor que deve ser dado às outras pessoas, deve se estender a totalidade da pessoa, é necessário atender as necessidades sociais, bem como as espirituais. Se o cristão não atender as necessidades básicas e sociais dos indivíduos, não pode esperar que ele aceite a mensagem espiritual.
Dentre as responsabilidade sociais específicas do cristão, estão : - A responsabilidade social pelos seus; provendo para si mesmo ( uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar sua própria vida. Porque se cada homem se tornar independente, haverá menos homens dependentes dos outros.); provendo para sua família ( A pessoa deve prover para os seus próprios, a não ser que seja incapaz de cuidar de si mesma. Se alguém deixar de prover para seus parentes indigentes, fracassou na sua responsabilidade cristã básica.); Provendo para seus irmãos crentes ( A responsabilidade social do cristão, quanto ao amor além de sua família, começa com a família de Deus).; - A responsabilidade social para com todos os homens; pelos pobres ( A bíblia ensina que é moralmente errado explorar os pobres, e moralmente certo ajudar os pobres. Quer sua necessidade seja alimento, roupas, ou abrigo, o crente é moralmente obrigado a ajudar a satisfazê-la.; As viúvas e aos órfãos ( O conceito bíblico de visitar as viúvas, significava muito mais do que passar por ali, significava ajudar a aliviar sua aflição. A obrigação dos cristãos para com as viúvas e órfãos, se aplica a outras pessoas necessitadas tais como as pessoas deficientes, as desabrigadas e as indefesas.); pelos escravos e oprimidos ( os cristãos devem defender os oprimidos e os escravizados); soberanos e governantes (neste caso o dever é triplice, os cristãos devem obedece-los, honrá-los e pagar impostos).; promover a paz e a moralidade (o cristão deve fazer tudo quanto puder para ser um embaixador da paz na terra)
5) Problemas tipicamente de nosso tempo: Aborto, sexo sem compromisso, controle de natalidade e eutanásia. Diante destes fatos e a luz das Escrituras, descreva um quadro comportamental do verdadeiro cristão.
Aborto
O aborto não é nem o assassinato de uma pessoa humana, nem uma mera operação ou ejeção de um apêndice do corpo femenino. É uma responsabilidade séria tirar a vida de um ser humano em potencial. As únicas circunstâncias moralmente justificáveis para o aborto são aquelas em que há um princípio moral superior que possa ser cumpridos.
Dentre estes princípios morais superiores, podemos destacar o aborto por razões terapêuticas, o aborto por razões eugênicas( quando a vida será sub-humana), o aborto na concepção sem consentimento ( uma pessoa potencialmente humana não recebe um direito de nascimento mediante a violação de uma pessoa plenamente humana), o aborto na concepcão mediante o incesto.
O aborto será injustificável, quando depois da viabilidade (feto viável sem uma justificação ética superior), por causa da criança não ser desejada, por simples controle da natalidade, por causa de deformação prevista. Deus valoriza os indivíduos. Os indivíduos foram criados a imagem e semelhança de Deus, remover indivíduos imperfeitos para melhorar a raça é segundo a escritura, dificilmente justificável.
Sexo Sem Compromisso
Basicamente a Bíblia diz tres coisas acerca do sexo : O sexo é bom, o sexo é poderoso, e o sexo precisa ser controlado.
A fidelidade sexual está baseada no relacionamento altamente pessoal, sem igual, e permanente, que as relações sexuais estabelecem entre duas pessoas do sexo oposto. Deus fez o sexo como algo bom, e deu o bom canal através do qual deve ser exercido que é o comprometimento vitalício chamado casamento. Somente o relacionamento monógamo exemplifica perfeitamente este relacionamento sem igual. Nenhum homem pode ter dois relacionamentos conjugais do tipo sem igual ao mesmo tempo. A poligamia, portanto, é eliminada do moralmente normativo. Somente se houver algum dever superior, transcendente, é que a pessoa pode ser moralmente isenta do seu relacionamento monógamo.
De modo semelhante o compromisso conjugal é vitalício. O casamento não somente é um relacionamento único como também é permanente. O que Deus ajuntou, o homem não deve separar. Isto não quer dizer que Deus juntou todos aqueles que se juntaram a si mesmos. Depois, também, há casos em que o dever inferior á esposa é transcendido por um dever superior a vida humana. Em tais ocasiões, as relações sexuais fora do casamento podem possivelmente ser moralmente justificadas. A obrigação superior, no entanto, não quebra a inferior, meramente a suspende temporariamente. Não há exceções à regra da fidelidade sexual; há apenas algumas isenções tendo em vista valore superiores. A fidelidade sexual é um alto valor moral, mas a vida humana e o dever direto a Deus são ainda mais altos. O Cristão deve paraticar o máximo bem possível.
Controle de Natalidade
É errado que todos empreguem o controle de natalidade o tempo todo, porém nem sempre é errado, para todos os homens usarem métodos de controle de natalidade. Em alguns casos não ter filho pode ser a coisa mais altruísta a se fazer.
O controle de natalidade é errado, quando fora do casamento, para a atividade sexual ilícita, quando há a recusa da propagação da raça, quando sua existência é ameaçada, quando não ter filhos, não está aumentando a população em direção ao máximo possível, quando há a recusa em se ter filhos, somente para não assumir a responsabilidade sobre eles.
O controle de natalidade é certo, quando há razões psicológicas, econômicas, ou educacionais, que indiquem um tempo futuro melhor para a família, quando o objetivo é limitar a família em uma quantidade na qual haja capacidade dos pais para criá-la, quando o evitar ter filhos está relacionado a problemas de saúde ( física ou mental), quando há um propósito moral superior.
Uma ética cristã do controle de natalidade é edificada sobre o valor intrínseco das pessoas. A obrigação básica é multiplicar as pessoas. Logo qualquer planejamento de antemão, que possa colocar as pessoas numa situação em que possam desenvolver melhor sua personalidade é preferivel. Além disso muitas pessoas são melhores do que poucas. Logo deve-se fazer o possível para melhorar ao máximo a personalidade, mas não para propagar pessoas em demasia. O controle da natalidade pode ser um meio útil de ajudar a seguir o valor ético mais altonestes casos.
Eutanásia
Uma distinção que deve ser feita é que há uma diferença entre tirar a vida e deixar a pessoa morrer. O primeiro ato pode ser errado, já o segundo não precisa ser errado.
Esperar uma cura, sem qualquer certeza que ela virá, eqnuanto se adia um ato de misericórdia, não parece ser moralmente justificável. O dever moral é duplo: perpetuar o humano, e proibir o desumano.
Tirar uma vida é uma questão muito mais séria do que deixar uma pessoa morrer naturalmente. Já tirar uma vida pré-humana ou sub-humana é menos sério do que tirar uma vida plenamente humana.
Em nome da misericórdia para as massas, haveria justificativa para matar um franco atirador, que está fuzilando cidadãos inocentes. Uma guerra justa é a eutanásia numa escala maior.
Onde houver vida humana, ali há esperança para aquela vida. É uma questão muito mais séria tirar uma vida humana, do que deixar partir uma vida sub-humana. Mas há muitos meios, excluindo a morte, para aliviar o sofrimento, e deve-se usar todos os métodos, menos tirar a vida para aliviar o sofrimento.
O desejo do cristão pela morte, pode levá-lo a enfrentar a morte sem temor, mas nunca deve levá-lo a descuidadosamente tirar sua própria vida.
1) Faça um breve comentário expositivo - analítico sobre abordagens e alternativas éticas quanto ao ato de mentir, concluindo positiva ou negativamente sobre o ato.
A mentira é impessoal e desamorosa, mas quando alguém pode ganhar um valor pessoal sobrepujante ao suspender a prática da verdade, neste caso é moralmente justificável e pessoal fazê-lo.
2) Determine porque o hierarquismo valoriza atos pessoais hierarquicamente ordenados.
O hierarquismo sustenta uma ordem hierárquica das normas éticas, , baseado na escala relativa de valores que representam. É como uma pirâmide de valores obrigatórios sobre os homens. Quando dois ou mais valores entram em conflito, a pessoa está isenta da sua obrigação quanto a norma inferior, tendo em vista a obrigação preferencial da norma superior.
No hierarquismo a pessoa não é culpada por quebrar uma norma inferior, mas tem isenção dela, tendo em vista o dever de seguir uma norma superior. A premissa comum no hieraquismo é que as coisas estão ordenadas numa escala do bem, com variações entre o menos bom e o máximo bem.
Entre estas normas, podemos destacar : As pessoas são mais valiosas que as coisas; A pessoa infinita é mais valiosa que a pessoa finita; Uma pessoa completa é mais valiosa do que uma pessoa incompleta ( apenas nos casos de conflitos irresolvíveis); Uma pessoa real tem mais valor do que uma pessoa em potencial; As pessoas em potencial são mais valiosas do que as coisas reais;Muitas pessoas são mais valiosas do que poucas pessoas e por fim Atos pessoais que promovem a personalidade são melhores do que os que não a promovem. Sendo este última norma, o objeto da questão em pauta, podemos assim detalhar:
Há muitos atos realizados por pessoas com respeito a outras, mas não são todos de igual valor. Alguns atos são impessoais, outros por outro lado são antipessoais, e dos demais atos pessoais, alguns promovem os relacionamentos interpessoais melhor do que os outros. Os superiores devem ser preferidos aos inferiores. Assim sendo atos pessoais sobrepujam atos impessoais, e atos mais altamente pessoais são melhores do que atos menos pessoais.
No caso de conflito deve se optar pelos atos que contribuem para relacionamento pessoais melhores. Se a pessoa está presa em um dilema moral em que deve escolher um número igual de pessoas que devem morrer ou viver, a decisão deve ser baseada em quais pessoas promoverão os melhores relacionamentos interpessoais se viver. Como exemplo um general pode ser salvo, e um soldado sacrificado. Isto deve ser aplicado apenas quando há conflito inevitável de normas éticas.
3) Analise e conclua o que se pode dizer no âmbito da Ética Cristã sobre o cristão e o amor próprio.
De um lado os homens são condenados por serem amantes de si mesmo; do outro lado, há um sentido em que devem amar a si mesmos. De um lado, alegadamente não há bem algum nos homens; do outro lado, são portadores da imagem de Deus. Os homens são ordenados tanto a odiar a si mesmos quanto a amar a si mesmos; são conclamados a negar a si mesmos por causa do mal, e a afirmar seu próprio bem como criaturas de Deus .
A natureza do homem caído é má e corrompida, mas não está além da redenção. Até mesmo na sua condição pecaminosa o homem tem valor como criatura de Deus que pode tornar-se um filho de Deus mediante a redenção. A imagem de Deus não está perdida no homem caído. Há valor no não-redimido porque não está além da possibilidade da redenção. E, portanto, há um sentimento que este valor deve ser amado ou respeitado.
A doutrina da depravação total às vezes é entendida erroneamente. Não deve ser entendida num sentido metafísico. Ou seja : Os homens caídos não estão totalmente privados de todo o bem na sua natureza, porque se isso fosse verdade, não teria natureza alguma.
Os homens devem odiar as tendências egoístas em si mesmo, mas devem amar a si mesmos. Ou seja : O amor impróprio a si mesmo não deve impedir o amor correto e a si mesmo. Amar a si mesmo como sendo ulterior ( como Deus) é impróprio; Amar a si mesmo como a criatura é apropriado e bom. Este amor-próprio legítimo está claramente subentendido no mandado da Escritura: "Ama teu próximo como a ti mesmo".
4) O poder da ganância e a injustiça, foram combatidos não somente pelos profetas do A.T,, como também por Jesus Cristo e Apóstolos da Igreja. Analise à Luz da realidade a responsabilidade social do cristão dentro e fora da Igreja.
Que o homem é responsável por seu próximo é claramente ensinado na Escritura. O que aparentemente não é obvio a alguns cristãos é que esta responsabilidade se estende às responsabilidades sociais bem como às espirituais. Um levantamento das Escrituras apoiará a posição de que o dever do cristão para amar inclui dimensões sociais bem como espirituais do amor.
Quanto a responsabilidade do cristão para com outras pessoas, não é meramente proteger vidas inocentes, mas sim fazer o bem positivo em prol dos outros.
Quanto a responsabilidade para com a pessoa total, o que os cristãos as vezes não percebem , é o fato de que o amor que deve ser dado às outras pessoas, deve se estender a totalidade da pessoa, é necessário atender as necessidades sociais, bem como as espirituais. Se o cristão não atender as necessidades básicas e sociais dos indivíduos, não pode esperar que ele aceite a mensagem espiritual.
Dentre as responsabilidade sociais específicas do cristão, estão : - A responsabilidade social pelos seus; provendo para si mesmo ( uma das coisas mais importantes que cada homem capaz pode fazer em prol dos outros, é ganhar sua própria vida. Porque se cada homem se tornar independente, haverá menos homens dependentes dos outros.); provendo para sua família ( A pessoa deve prover para os seus próprios, a não ser que seja incapaz de cuidar de si mesma. Se alguém deixar de prover para seus parentes indigentes, fracassou na sua responsabilidade cristã básica.); Provendo para seus irmãos crentes ( A responsabilidade social do cristão, quanto ao amor além de sua família, começa com a família de Deus).; - A responsabilidade social para com todos os homens; pelos pobres ( A bíblia ensina que é moralmente errado explorar os pobres, e moralmente certo ajudar os pobres. Quer sua necessidade seja alimento, roupas, ou abrigo, o crente é moralmente obrigado a ajudar a satisfazê-la.; As viúvas e aos órfãos ( O conceito bíblico de visitar as viúvas, significava muito mais do que passar por ali, significava ajudar a aliviar sua aflição. A obrigação dos cristãos para com as viúvas e órfãos, se aplica a outras pessoas necessitadas tais como as pessoas deficientes, as desabrigadas e as indefesas.); pelos escravos e oprimidos ( os cristãos devem defender os oprimidos e os escravizados); soberanos e governantes (neste caso o dever é triplice, os cristãos devem obedece-los, honrá-los e pagar impostos).; promover a paz e a moralidade (o cristão deve fazer tudo quanto puder para ser um embaixador da paz na terra)
5) Problemas tipicamente de nosso tempo: Aborto, sexo sem compromisso, controle de natalidade e eutanásia. Diante destes fatos e a luz das Escrituras, descreva um quadro comportamental do verdadeiro cristão.
Aborto
O aborto não é nem o assassinato de uma pessoa humana, nem uma mera operação ou ejeção de um apêndice do corpo femenino. É uma responsabilidade séria tirar a vida de um ser humano em potencial. As únicas circunstâncias moralmente justificáveis para o aborto são aquelas em que há um princípio moral superior que possa ser cumpridos.
Dentre estes princípios morais superiores, podemos destacar o aborto por razões terapêuticas, o aborto por razões eugênicas( quando a vida será sub-humana), o aborto na concepção sem consentimento ( uma pessoa potencialmente humana não recebe um direito de nascimento mediante a violação de uma pessoa plenamente humana), o aborto na concepcão mediante o incesto.
O aborto será injustificável, quando depois da viabilidade (feto viável sem uma justificação ética superior), por causa da criança não ser desejada, por simples controle da natalidade, por causa de deformação prevista. Deus valoriza os indivíduos. Os indivíduos foram criados a imagem e semelhança de Deus, remover indivíduos imperfeitos para melhorar a raça é segundo a escritura, dificilmente justificável.
Sexo Sem Compromisso
Basicamente a Bíblia diz tres coisas acerca do sexo : O sexo é bom, o sexo é poderoso, e o sexo precisa ser controlado.
A fidelidade sexual está baseada no relacionamento altamente pessoal, sem igual, e permanente, que as relações sexuais estabelecem entre duas pessoas do sexo oposto. Deus fez o sexo como algo bom, e deu o bom canal através do qual deve ser exercido que é o comprometimento vitalício chamado casamento. Somente o relacionamento monógamo exemplifica perfeitamente este relacionamento sem igual. Nenhum homem pode ter dois relacionamentos conjugais do tipo sem igual ao mesmo tempo. A poligamia, portanto, é eliminada do moralmente normativo. Somente se houver algum dever superior, transcendente, é que a pessoa pode ser moralmente isenta do seu relacionamento monógamo.
De modo semelhante o compromisso conjugal é vitalício. O casamento não somente é um relacionamento único como também é permanente. O que Deus ajuntou, o homem não deve separar. Isto não quer dizer que Deus juntou todos aqueles que se juntaram a si mesmos. Depois, também, há casos em que o dever inferior á esposa é transcendido por um dever superior a vida humana. Em tais ocasiões, as relações sexuais fora do casamento podem possivelmente ser moralmente justificadas. A obrigação superior, no entanto, não quebra a inferior, meramente a suspende temporariamente. Não há exceções à regra da fidelidade sexual; há apenas algumas isenções tendo em vista valore superiores. A fidelidade sexual é um alto valor moral, mas a vida humana e o dever direto a Deus são ainda mais altos. O Cristão deve paraticar o máximo bem possível.
Controle de Natalidade
É errado que todos empreguem o controle de natalidade o tempo todo, porém nem sempre é errado, para todos os homens usarem métodos de controle de natalidade. Em alguns casos não ter filho pode ser a coisa mais altruísta a se fazer.
O controle de natalidade é errado, quando fora do casamento, para a atividade sexual ilícita, quando há a recusa da propagação da raça, quando sua existência é ameaçada, quando não ter filhos, não está aumentando a população em direção ao máximo possível, quando há a recusa em se ter filhos, somente para não assumir a responsabilidade sobre eles.
O controle de natalidade é certo, quando há razões psicológicas, econômicas, ou educacionais, que indiquem um tempo futuro melhor para a família, quando o objetivo é limitar a família em uma quantidade na qual haja capacidade dos pais para criá-la, quando o evitar ter filhos está relacionado a problemas de saúde ( física ou mental), quando há um propósito moral superior.
Uma ética cristã do controle de natalidade é edificada sobre o valor intrínseco das pessoas. A obrigação básica é multiplicar as pessoas. Logo qualquer planejamento de antemão, que possa colocar as pessoas numa situação em que possam desenvolver melhor sua personalidade é preferivel. Além disso muitas pessoas são melhores do que poucas. Logo deve-se fazer o possível para melhorar ao máximo a personalidade, mas não para propagar pessoas em demasia. O controle da natalidade pode ser um meio útil de ajudar a seguir o valor ético mais altonestes casos.
Eutanásia
Uma distinção que deve ser feita é que há uma diferença entre tirar a vida e deixar a pessoa morrer. O primeiro ato pode ser errado, já o segundo não precisa ser errado.
Esperar uma cura, sem qualquer certeza que ela virá, eqnuanto se adia um ato de misericórdia, não parece ser moralmente justificável. O dever moral é duplo: perpetuar o humano, e proibir o desumano.
Tirar uma vida é uma questão muito mais séria do que deixar uma pessoa morrer naturalmente. Já tirar uma vida pré-humana ou sub-humana é menos sério do que tirar uma vida plenamente humana.
Em nome da misericórdia para as massas, haveria justificativa para matar um franco atirador, que está fuzilando cidadãos inocentes. Uma guerra justa é a eutanásia numa escala maior.
Onde houver vida humana, ali há esperança para aquela vida. É uma questão muito mais séria tirar uma vida humana, do que deixar partir uma vida sub-humana. Mas há muitos meios, excluindo a morte, para aliviar o sofrimento, e deve-se usar todos os métodos, menos tirar a vida para aliviar o sofrimento.
O desejo do cristão pela morte, pode levá-lo a enfrentar a morte sem temor, mas nunca deve levá-lo a descuidadosamente tirar sua própria vida.
domingo, 22 de junho de 2008
Estudo de História da Época Neotestamentária
Estudo de História da Época Neotestamentária
Livro: O Mundo do Novo Testamento, J.I.Packer, Merril C. Tenney.William White Jr.Ed.Vida.
1) Qual o impacto da chegada dos gregos no domínio do mundo ?
O impacto da chegada dos gregos no domínio do mundo, foram muitos. Cabendo ressaltar que a cultura helenística, (nome dado ao desenvolvimento da cultura grega entre os demais povos , que refletiam a cultura iniciada em Atenas, sendo levada aos demais povos através dos exércitos de Alexandre Magno) influenciou a religião, o governo, a língua e as artes dos demais povos.
O governo dos reis gregos foi lentamente usurpado por nobres, que possuíam grande riqueza e poder a expensa dos camponeses. Esse período de injustiça deu o tom para a religião grega mais tarde, e ajudou a pavimentar o caminho para a recepção do evangelho no mundo gentio.
A democracia grega deu aos cidadãos a oportunidade de expressar-se na defesa de seus próprios interesses. Não havia senso de cidadania entre os egípcios ou os mesopotâmios, nem mesmo entre os judeus do antigo testamento. Os gregos foram os primeiros a criar um sistema de governo que garantia liberdades civis e se concentrava nas obrigações cívicas. Durante esse período os gregos produziram poesia lírica, arquitetura, escultura e pensamento religioso que continuariam a influenciar o mundo nos séculos vindouros.
Os filósofos gregos clamaram por justiça social. Começaram a ensinar que os atos dos homens seriam julgados após a morte no tribunal de Minos e de Radamanto. A Macedônia, nação que os helenos haviam considerado bárbara, logo divulgaria a cultura grega através de muitas terras.
Os gregos conquistados consideravam os macedônios como estrangeiros, contudo, os macedônios, absorveram a cultura e dialetos helênicos. O grego ático que era língua falada em Atenas, sendo que foi adotada como língua oficial do estado sob o governo de Filipe. O povo começou a falar uma língua comum que era chamada de grego coiné.
Talvez nenhuma cultura jamais produziu mente maior do que a de Aristótoles, sua contemplação não deixou nenhum assunto por tocar, filosofia, botânica, geografia, zoologia, astronomia e arte foram assuntos de profundo interesse para ele. Por intermédio de Aristótoles, Alexandre adquiriu o grande amor que dedicava a cultura helênica, o qual o impulsionou até o Extremo Oriente a fim de divulgar o espírito helenístico. As conquista de Alexandre mudaram o centro da civilização Ocidental, cultura e economicamente para Alexandria, sendo o foco da vida grega intelectual e artística.
As campanhas de Alexandre exerceram profunda influência na história subseqüente, ele lançou os alicerces para o desenvolvimento cultural da civilização Ocidental. O casamento que Alexandre fez da cultura Oriental com a cultura helênica do Oeste pode-se ver na estatuária do quarto e terceiro séculos antes de Cristo da Gautama Buda, que apresenta notáveis características helênicas, especialmente nos rostos. Alexandre cuidou de propagar o grego Coiné ente os povos de muitas terras e muitas culturas. O coiné chegaria a dominar essa parte do Mediterrâneo e regiões orientais até ao período do Império Bizantino. Esta língua comum facilitou a divulgação do evangelho de Cristo durante a época de Paulo.
Sob os ptolomeus foi feita a tradução das Escrituras hebraicas para o grego coiné, que foi chamada de Septuaginta.
A influência helenizante atingiu muitas áreas da vida palestina, a arquitetura foi uma delas.
A influência do pensamento grego sobre Paulo, conquanto real, foi puramente externa.
Em 27 a.C., a Grécia, já não era potência política, mas sua cultura e espírito formaram os alicerces da cultura romana imperial. A arte a literatura e o governo helenísticos floresceram durante a maior parte do período romano.
2) Qual foi a contribuição dos romanos para a vinda de Jesus?
Os romanos não eram muito originais em sua forma abstrata de pensar, mas eram rápidos em adaptar boas idéias dos povos que conquistavam. Por exemplo, os romanos tomaram as colunas dóricas simples da arquitetura grega e as transformaram no estilo coríntio mais floreado. Os remanescentes das estradas, muros, pontes, anfiteatros e basílicas romanos ainda impressionam os turistas de nossos dias.
Os romanos mantinham a lei e a ordem acima de todas as demais coisas. Isto contribuiu de forma decisiva para a vinda de Jesus. Tratavam com justiça e tato os povos conquistados. Instituíram os três poderes de governo – legislativo, executivo e judiciário -, que se tornaram a base da democracia norte-americana e dos demais povos que adotam tal regime. Muitos aspectos da lei romana sobrevivem nos governos modernos ao redor do mundo.
A língua latina floresceu no primeiro século antes de Cristo, dando-nos a poesia e a prosa clássicas. Plínio, o velho, e outros escritores latinos registraram excelentes histórias do Império. Durante séculos, o latim influenciou as línguas e a literatura da Europa. Palavras como cidadão, censo, senado e fiscal são sobreviventes dos tempos romanos.
Os romanos faziam pouco uso de uma religião complexa; só invocavam os deuses quando precisavam de ajuda para a família ou para o estado. Seus principais deuses eram Júpiter, que controlava o Universo, Marte, deus da guerra; Juno, deusa padroeira das mulheres; e Minerva, deusa da guerra, da sabedoria e da habilidade.
Os romanos encontraram um modo de construir cúpulas de concreto o qual lhes permitia encerrar grandes áreas. Criaram o que foram, provavelmente, os primeiros hospitais e escolas de medicina. Muitas das contribuições dos romanos ainda influenciam a vida ocidental de nossos tempos. A ordem do mundo romano foi a maior das influências na vida dos judeus da era neotestamentária.
3) Como Jesus marcou a história de acordo com os capítulos 6-7.
Os quatro Evangelhos são nossas únicas fontes principais de informação a respeito de Jesus Cristo. Não apresentam uma biografia de toda a sua vida, mas um quadro de sua pessoa e obra. Todos os Evangelhos dão consideravelmente maior cobertura aos eventos da última semana da vida de Cristo do que a qualquer outra coisa.
Três meses antes do nascimento de João, o anjo Gabriel apareceu a Maria. Esta jovem era noiva de José, carpinteiro descendente do rei Davi. O anjo disse a Maria que ela conceberia um filho por obra do Espírito Santo, e que ela daria ao menino o nome de Jesus.
Jesus nasceu em Belém, ele foi circuncidado ao oitavo dia e recebeu o nome de Jesus, foi apresentado no templo para selar a circuncisão.
Herodes enviou os magos a Belém, pois desejava localizar o menino Cristo, para que assim pudesse afastar mais um outro rival. Deus disse a José que fugisse para o Egito com a família.
Jesus viajou com seus pais ao templo, quando tinha a idade de doze anos, indagado porque ficara para trás, Ele disse que aquela era a casa de seu Pai.
Como jovem, Jesus crescia em sabedoria, estatura, e graça, diante de Deus e dos homens.
João Batista disse aos representantes das supremas autoridades religiosas que ele não era o Messias, indicando, entretanto, que o Messias estava presente, e este era Jesus.
Logo depois Jesus viajou para a Galiléia, numa festa de casamento, em Caná, na qual ele transformou água em vinho. Aqui também ele curou o filho de um nobre.
Jesus ensinava na sinagoga aos sábados e curou ali um endemoninhado, além da sogra de Pedro. Reuniu-se uma multidão de gente enferma, e ele as curava, impondo-lhes as mãos.
Na fase seguinte de seu ministério, ele encontrou grande aceitação entre o povo comum, sendo que sua missão primária agora era ensinar. Jesus tinha submissão a lei, compaixão pelos homens, e interesse em levar os homens a salvação. Jesus demonstrou sua autoridade de perdoar pecados, ao curar um paralítico e convidar a Mateus, que era um odiado publicano, a tornar-se seu seguidor.
Jesus começou a enfrentar crescente hostilidade das altas autoridades judaicas que deram início à trama para destruí-lo.
A nomeação dos Doze inaugurou um novo período no ministério de Cristo. Talvez no mesmo dia em que proferiu o Sermão do Monte, Jesus curou o servo de um centurião.
Em Cafarnaum na entrada da cidade ele restaurou à vida o filho de uma viúva. A parábola era a principal ferramenta de ensino de Jesus, que tanto revelava como ocultava as verdades que ele desejava comunicar.
Jesus fez um terceiro giro pela Galiléia, o qual incluiu diversos milagres e a segunda rejeição em Nazaré. Jesus alimentou uma multidão de 5000 homens, dividindo e multiplicando cinco pães e dois peixes.
Jesus na sinagoga explicou que ele era o verdadeiro pão da vida, que veio do céu, sendo que depois desse discurso ele deixou o ensino público e se devotou à instrução dos discípulos.
Jesus pagou o imposto do templo com dinheiro provido de modo miraculoso.
Certo dia Jesus recebeu um recado urgente do lar de Maria e Marta. Quando Jesus chegou a Betânia, Lázaro já havia morrido, mas Jesus o levantou do túmulo.
A última semana anterior a crucificação de Jesus ocupa grande parte dos registros dos Evangelhos. Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Na terça-feira os líderes Judeus exigiam que Jesus explicasse com que autoridade ele procedia daquela maneira. Na quinta-feira à noite ele comeu a Páscoa. Judas deixou a refeição para finalizar o acorde de trair Jesus.
No Getsêmani enquanto Jesus agonizava em oração, os seus discípulos dormiam. Jesus foi levado a julgamento perante as autoridades religiosas e as civis. O julgamento civil ocorreu sexta-feira de manhã perante Pilatos. Pilatos propôs açoitar a Cristo e libertá-lo, mas a multidão gritava crucifica-o.
Os relatos da execução de Jesus encontram-se em Mateus e passagens paralelas. Nicodemos e José de Arimatéia levaram o corpo de Jesus e o sepultaram no túmulo de José. Na manhã do terceiro dia os soldados atônitos sentiram a terra tremer e viram um anjo rolar a pedra que selava o túmulo. Jesus havia ressurgido dentre os mortos.
Após a ressurreição Jesus apareceu aos seus seguidores em dez ocasiões que estão registradas.
A cristologia trata da pessoa e obra de Cristo - Isto é, a doutrina de Cristo. Hoje os cristãos crêem que Jesus é ambos - Deus e homem. Cristo tem duas naturezas distintas, mas é uma única pessoa, não duas.
À Medida que buscamos entender a Cristo, devemos examinar sua posição perante a lei. Ele humilhou-se diante dela; como resultado. Deus o exaltou sobre ela. Esta é uma interessante ironia.
Durante seu ministério térreo, ele ensinou aos seus seguidores as coisas de Deus, tanto por palavra como por atos. Agora ele continua, lá do céu, sua obra profética operando por intermédio do Espírito Santo.
Jesus se apresentou como um sacrifício sacerdotal. O sacrifício de Cristo, feito uma vez por todas, foi a um tempo expiatório e vicário, e conquistou a salvação eterna para o seu povo.
Como segunda pessoa da trindade, co-criador com o pai, Cristo é o rei eterno sobre todas as coisas, como Salvador, ele é o rei de um reino espiritual. Ele entregará esse reino ao Pai quando concretizar a vitória final sobre o mal. Isto é, quando destruir esta ordem mundial de uma vez por todas e a fizer nova. Então o Universo, como o conhecemos, deixará de existir. Não haverá reis humanos ou poderes diabólicos capazes de reinar. Só Cristo e seu Reino serão preservados.
Jesus escolheu doze homens, que teriam a responsabilidade de representa-lo depois de haver ele voltado para o céu. Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capazes de transmitir com clareza a fé cristã.
4) Como foi conduzida a igreja primitiva e quais eram os padrões de: culto, adoração, moralidade, etc.
A igreja primitiva surgiu no cruzamento das culturas hebraica e helenística. Cinqüenta dias após a Páscoa, no dia do Pentecoste um som como um vento impetuoso encheu a casa onde o grupo se reunia. Línguas de fogo pousaram sobre cada um deles e começaram a falar em línguas diferentes da sua conforme o Espírito Santo os capacitava. Alguns zombavam dizendo que estavam embriagados.
Mas Pedro fez calar a multidão e explicou que estavam dando testemunho do derramamento do Espírito Santo, conforme previra os profetas do antigo testamento.
Durante alguns anos Jerusalém foi o centro da Igreja. Os primeiro cristãos formavam uma comunidade estreitamente unida em Jerusalém, após o dia do Pentecoste. Eles esperavam que Cristo voltasse muito em breve.
A princípio os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da igreja, pois esperavam o retorno breve de Cristo, porisso tratavam dos problemas internos a medida que surgiam.
Um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação, sendo que esses anciões, eram escolhidos pelo Espírito Santo, e nomeados pelos apóstolos. Alguns ministros chamados de evangelistas viajavam de uma congregação para outra, e quando isto ocorria, os Presbíteros (anciões), assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.
Em algumas congregações, os anciões nomeavam diáconos para distribuir alimentos aos necessitados ou cuidar de outras necessidades materiais.
A igreja primitiva não possuía um centro terrenal de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro e a fonte de todos os seus poderes. A igreja primitivas não fornecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo.
Visto que os cristãos primitivos adoravam juntos, estabeleceram padrões de adoração que diferiam muito dos cultos da sinagoga. Sabemos que a igreja primitiva realizava os seus cultos aos domingos, o primeiro dia da semana, e que esses cultos eram realizados no templo de Jerusalém, nas sinagogas ou nos lares. Onde os cristãos eram perseguidos, os cultos eram realizados em lugares secretos, como as catacumbas.
Os cultos eram realizados em torno da ceia do Senhor, porém em determinado momento, começaram a ser realizados dois cultos, sendo que as horas eram escolhidas por questão de segredo, e visavam também atender as pessoas que não podiam comparecer aos cultos de adoração, durante o dia, por questão de trabalho.
O culto matutino era uma ocasião de louvor, oração e pregação. As pessoas que aceitavam a Cristo eram batizadas e os adoradores participavam dos cânticos, dos testemunhos ou de palavras de exortação.
Na ceia do Senhor era realizada uma refeição completa que os cristãos partilhavam em suas casas. Cada convidado trazia um prato para a mesa comum. A refeição começava com a oração e com o comer de pedacinhos de um único pão que representava o corpo partido de Cristo. Encerrava-se a refeição com outra oração e a seguir participavam de uma taça de vinho, que representava o sangue vertido de Cristo.
O batismo era um acontecimento comum da adoração cristã no tempo de Paulo, sendo que os primitivos cristãos interpretavam o significado do batismo como : símbolo da morte de uma pessoa para o pecado, de purificação de pecados, e da nova vida em Cristo.
Os primitivos cristãos, não confundiam o domingo com o sábado judaico, e não faziam tentativa alguma para aplicar a ele a legislação referente ao sábado.
5) Como você definiria o ministério do apóstolo Paulo.
Segundo escritos apócrifos, Paulo era um homem de baixa estatura, parcialmente calvo, pernas arqueadas, de compleição robusta, olhos próximos um do outro e nariz um tanto curvo. Porém sua verdadeira aparência teremos de deixar por conta dos artistas, pois não sabemos ao certo, porém mais importante é sabermos o que ele sentia, o que pensava, e o que fazia.
As cartas procedentes de sua pena, preservadas no Novo Testamento, dão eloqüente testemunho da paixão de suas convicções e do poder de sua lógica. O teólogo tem material suficiente para criar intérminos debates acerca daquilo em que Paulo acreditava.
Paulo começou na sinagoga de Damasco, a dar testemunho de sua recém-encontrada fé. O tema de sua mensagem concernente a Jesus era, que Ele era o filho de Deus.
Ele pregou por breve tempo em Damasco, foi-se para a Arábia e depois voltou para Damasco. Posteriormente a jovem e florescente Igreja de Antioquia resolveu enviar a Paulo juntamente com Barnabé, como missionários. Eles foram primeiramente a Salamina, na ilha de Chipre. Os êxitos de seus esforços missionários nessa ilha incentivaram Paulo e seus parceiros a avançar para território mais difícil.
Em antioquia, Paulo tornou-se o porta-voz e criou-se um padrão conhecido de todos. Alguns criam em sua mensagem e se regozijavam, outros a rejeitavam e provocavam oposição.
Paulo resolveu percorrer de novo a difícil rota sobre a qual ele tinha vindo, a fim de fortalecer, encorajar e organizar os grupos de cristãos que ele e Barnabé haviam estabelecido. Ele, não deixava seus convertidos desorganizados e sem liderança capaz, mas, pelo mesmo motivo, não permanecia muito tempo num só lugar.
Após uma curta permanência em Antioquia, Paulo partiu em sua terceira viagem missionária no ano 52 d.C. Desta vez suas primeiras paradas foram na Galácia e na Frígia. Depois de visitar as igrejas em Derbe, Listra, Icônio e Antioquia, ele resolveu fazer algum trabalho missionário intensivo em Éfeso, a capital da província romana da Ásia, o que provou ser a mais exitosa e extensa de suas atividades missionárias em qualquer localidade.
Depois de três invernos em Éfeso, Paulo passou o seguinte em Corinto. Ali Paulo fez outros preparativos para uma visita a Roma.
Os cristãos de Jerusalém ficaram felizes ao ouvir o relatório de Paulo sobre a divulgação da fé Cristã.
O Novo Testamento não nos fala da morte de Paulo. Muitos estudiosos modernos crêem que César libertou o apóstolo, e que ele empenhou-se em mais trabalho missionário antes de ser preso pela segunda vez e executado.
As Epístolas de Paulo são o espelho de sua alma. Revelam seus motivos íntimos, suas mais profundas paixões, suas convicções fundamentais. Paulo estava mais interessado nas pessoas e no que lhes acontecia do que em formalidades literárias.
Líderes fortes, como Paulo, tendem a atrair ou repelir os que eles buscam influenciar. Paulo tinha tanto seguidores devotados quanto inimigos figadais.
A forma clara e lógica de Paulo de explicar as grandes doutrinas da fé cristã foi, sem dúvida, resultado, pelo menos em parte de sua educação escolar aos pés de Gamaliel, que fortaleceu sua ortodoxia hebraica. Paulo foi um pregador persuasivo, redirecionado por Jesus Cristo, ele exortava seus ouvintes a crer e ser salvos no filho de Deus.
Paulo apontava para sua própria vida e obra como prova da sua mensagem, anunciando boas novas experimentadas pessoalmente.
Os auditórios achavam Paulo franco, corajosamente zeloso, equilibrado e simpático. Paulo trazia a lembrança de seus ouvintes judeus sua história, sua língua, seus costumes. Entre os gentios ele apelava para a curiosidade grega a respeito de novos ensinos. Ele atraía a atenção dos ouvinte com palavras, gestos ações dramáticas, e advertências.
O único objetivo de Paulo era ganhar almas para Cristo. Suas exortações e advertências eram calorosas e emocionais. Também usava argumentos convincentes, resumos bem desenvolvidos e aplicações pessoais. Paulo refletia os ensinos de Jesus, embora raramente citasse o Mestre.
Ele pregava com amor e compaixão pastorais. Sua teologia tinha por centro a pessoa e obra de Cristo. Ele cria que as exigências éticas da lei judaica deviam ser cumpridas; mas também cria que o novo homem, cheio do Espírito devia executar em virtude da motivação interior aquilo que as exigências da lei deixaram de realizar pela força.
Paulo sabia diferenciar entre suas próprias opiniões, e os mandamentos do Senhor. Mesmo em face de circunstâncias extremas, ele estava totalmente comprometido com Cristo, quer na vida, quer na morte. Seu testemunho é profundamente firmado nas realidades espirituais, como disse em Filipenses, Tanto sabia estar humilhado, como ser honrado, já havia tido experiência em todas as circunstâncias, tanto de fartura, como de fome, assim de abundância, como de escassez, tudo podia naquele que o fortalecia.
Livro: O Mundo do Novo Testamento, J.I.Packer, Merril C. Tenney.William White Jr.Ed.Vida.
1) Qual o impacto da chegada dos gregos no domínio do mundo ?
O impacto da chegada dos gregos no domínio do mundo, foram muitos. Cabendo ressaltar que a cultura helenística, (nome dado ao desenvolvimento da cultura grega entre os demais povos , que refletiam a cultura iniciada em Atenas, sendo levada aos demais povos através dos exércitos de Alexandre Magno) influenciou a religião, o governo, a língua e as artes dos demais povos.
O governo dos reis gregos foi lentamente usurpado por nobres, que possuíam grande riqueza e poder a expensa dos camponeses. Esse período de injustiça deu o tom para a religião grega mais tarde, e ajudou a pavimentar o caminho para a recepção do evangelho no mundo gentio.
A democracia grega deu aos cidadãos a oportunidade de expressar-se na defesa de seus próprios interesses. Não havia senso de cidadania entre os egípcios ou os mesopotâmios, nem mesmo entre os judeus do antigo testamento. Os gregos foram os primeiros a criar um sistema de governo que garantia liberdades civis e se concentrava nas obrigações cívicas. Durante esse período os gregos produziram poesia lírica, arquitetura, escultura e pensamento religioso que continuariam a influenciar o mundo nos séculos vindouros.
Os filósofos gregos clamaram por justiça social. Começaram a ensinar que os atos dos homens seriam julgados após a morte no tribunal de Minos e de Radamanto. A Macedônia, nação que os helenos haviam considerado bárbara, logo divulgaria a cultura grega através de muitas terras.
Os gregos conquistados consideravam os macedônios como estrangeiros, contudo, os macedônios, absorveram a cultura e dialetos helênicos. O grego ático que era língua falada em Atenas, sendo que foi adotada como língua oficial do estado sob o governo de Filipe. O povo começou a falar uma língua comum que era chamada de grego coiné.
Talvez nenhuma cultura jamais produziu mente maior do que a de Aristótoles, sua contemplação não deixou nenhum assunto por tocar, filosofia, botânica, geografia, zoologia, astronomia e arte foram assuntos de profundo interesse para ele. Por intermédio de Aristótoles, Alexandre adquiriu o grande amor que dedicava a cultura helênica, o qual o impulsionou até o Extremo Oriente a fim de divulgar o espírito helenístico. As conquista de Alexandre mudaram o centro da civilização Ocidental, cultura e economicamente para Alexandria, sendo o foco da vida grega intelectual e artística.
As campanhas de Alexandre exerceram profunda influência na história subseqüente, ele lançou os alicerces para o desenvolvimento cultural da civilização Ocidental. O casamento que Alexandre fez da cultura Oriental com a cultura helênica do Oeste pode-se ver na estatuária do quarto e terceiro séculos antes de Cristo da Gautama Buda, que apresenta notáveis características helênicas, especialmente nos rostos. Alexandre cuidou de propagar o grego Coiné ente os povos de muitas terras e muitas culturas. O coiné chegaria a dominar essa parte do Mediterrâneo e regiões orientais até ao período do Império Bizantino. Esta língua comum facilitou a divulgação do evangelho de Cristo durante a época de Paulo.
Sob os ptolomeus foi feita a tradução das Escrituras hebraicas para o grego coiné, que foi chamada de Septuaginta.
A influência helenizante atingiu muitas áreas da vida palestina, a arquitetura foi uma delas.
A influência do pensamento grego sobre Paulo, conquanto real, foi puramente externa.
Em 27 a.C., a Grécia, já não era potência política, mas sua cultura e espírito formaram os alicerces da cultura romana imperial. A arte a literatura e o governo helenísticos floresceram durante a maior parte do período romano.
2) Qual foi a contribuição dos romanos para a vinda de Jesus?
Os romanos não eram muito originais em sua forma abstrata de pensar, mas eram rápidos em adaptar boas idéias dos povos que conquistavam. Por exemplo, os romanos tomaram as colunas dóricas simples da arquitetura grega e as transformaram no estilo coríntio mais floreado. Os remanescentes das estradas, muros, pontes, anfiteatros e basílicas romanos ainda impressionam os turistas de nossos dias.
Os romanos mantinham a lei e a ordem acima de todas as demais coisas. Isto contribuiu de forma decisiva para a vinda de Jesus. Tratavam com justiça e tato os povos conquistados. Instituíram os três poderes de governo – legislativo, executivo e judiciário -, que se tornaram a base da democracia norte-americana e dos demais povos que adotam tal regime. Muitos aspectos da lei romana sobrevivem nos governos modernos ao redor do mundo.
A língua latina floresceu no primeiro século antes de Cristo, dando-nos a poesia e a prosa clássicas. Plínio, o velho, e outros escritores latinos registraram excelentes histórias do Império. Durante séculos, o latim influenciou as línguas e a literatura da Europa. Palavras como cidadão, censo, senado e fiscal são sobreviventes dos tempos romanos.
Os romanos faziam pouco uso de uma religião complexa; só invocavam os deuses quando precisavam de ajuda para a família ou para o estado. Seus principais deuses eram Júpiter, que controlava o Universo, Marte, deus da guerra; Juno, deusa padroeira das mulheres; e Minerva, deusa da guerra, da sabedoria e da habilidade.
Os romanos encontraram um modo de construir cúpulas de concreto o qual lhes permitia encerrar grandes áreas. Criaram o que foram, provavelmente, os primeiros hospitais e escolas de medicina. Muitas das contribuições dos romanos ainda influenciam a vida ocidental de nossos tempos. A ordem do mundo romano foi a maior das influências na vida dos judeus da era neotestamentária.
3) Como Jesus marcou a história de acordo com os capítulos 6-7.
Os quatro Evangelhos são nossas únicas fontes principais de informação a respeito de Jesus Cristo. Não apresentam uma biografia de toda a sua vida, mas um quadro de sua pessoa e obra. Todos os Evangelhos dão consideravelmente maior cobertura aos eventos da última semana da vida de Cristo do que a qualquer outra coisa.
Três meses antes do nascimento de João, o anjo Gabriel apareceu a Maria. Esta jovem era noiva de José, carpinteiro descendente do rei Davi. O anjo disse a Maria que ela conceberia um filho por obra do Espírito Santo, e que ela daria ao menino o nome de Jesus.
Jesus nasceu em Belém, ele foi circuncidado ao oitavo dia e recebeu o nome de Jesus, foi apresentado no templo para selar a circuncisão.
Herodes enviou os magos a Belém, pois desejava localizar o menino Cristo, para que assim pudesse afastar mais um outro rival. Deus disse a José que fugisse para o Egito com a família.
Jesus viajou com seus pais ao templo, quando tinha a idade de doze anos, indagado porque ficara para trás, Ele disse que aquela era a casa de seu Pai.
Como jovem, Jesus crescia em sabedoria, estatura, e graça, diante de Deus e dos homens.
João Batista disse aos representantes das supremas autoridades religiosas que ele não era o Messias, indicando, entretanto, que o Messias estava presente, e este era Jesus.
Logo depois Jesus viajou para a Galiléia, numa festa de casamento, em Caná, na qual ele transformou água em vinho. Aqui também ele curou o filho de um nobre.
Jesus ensinava na sinagoga aos sábados e curou ali um endemoninhado, além da sogra de Pedro. Reuniu-se uma multidão de gente enferma, e ele as curava, impondo-lhes as mãos.
Na fase seguinte de seu ministério, ele encontrou grande aceitação entre o povo comum, sendo que sua missão primária agora era ensinar. Jesus tinha submissão a lei, compaixão pelos homens, e interesse em levar os homens a salvação. Jesus demonstrou sua autoridade de perdoar pecados, ao curar um paralítico e convidar a Mateus, que era um odiado publicano, a tornar-se seu seguidor.
Jesus começou a enfrentar crescente hostilidade das altas autoridades judaicas que deram início à trama para destruí-lo.
A nomeação dos Doze inaugurou um novo período no ministério de Cristo. Talvez no mesmo dia em que proferiu o Sermão do Monte, Jesus curou o servo de um centurião.
Em Cafarnaum na entrada da cidade ele restaurou à vida o filho de uma viúva. A parábola era a principal ferramenta de ensino de Jesus, que tanto revelava como ocultava as verdades que ele desejava comunicar.
Jesus fez um terceiro giro pela Galiléia, o qual incluiu diversos milagres e a segunda rejeição em Nazaré. Jesus alimentou uma multidão de 5000 homens, dividindo e multiplicando cinco pães e dois peixes.
Jesus na sinagoga explicou que ele era o verdadeiro pão da vida, que veio do céu, sendo que depois desse discurso ele deixou o ensino público e se devotou à instrução dos discípulos.
Jesus pagou o imposto do templo com dinheiro provido de modo miraculoso.
Certo dia Jesus recebeu um recado urgente do lar de Maria e Marta. Quando Jesus chegou a Betânia, Lázaro já havia morrido, mas Jesus o levantou do túmulo.
A última semana anterior a crucificação de Jesus ocupa grande parte dos registros dos Evangelhos. Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Na terça-feira os líderes Judeus exigiam que Jesus explicasse com que autoridade ele procedia daquela maneira. Na quinta-feira à noite ele comeu a Páscoa. Judas deixou a refeição para finalizar o acorde de trair Jesus.
No Getsêmani enquanto Jesus agonizava em oração, os seus discípulos dormiam. Jesus foi levado a julgamento perante as autoridades religiosas e as civis. O julgamento civil ocorreu sexta-feira de manhã perante Pilatos. Pilatos propôs açoitar a Cristo e libertá-lo, mas a multidão gritava crucifica-o.
Os relatos da execução de Jesus encontram-se em Mateus e passagens paralelas. Nicodemos e José de Arimatéia levaram o corpo de Jesus e o sepultaram no túmulo de José. Na manhã do terceiro dia os soldados atônitos sentiram a terra tremer e viram um anjo rolar a pedra que selava o túmulo. Jesus havia ressurgido dentre os mortos.
Após a ressurreição Jesus apareceu aos seus seguidores em dez ocasiões que estão registradas.
A cristologia trata da pessoa e obra de Cristo - Isto é, a doutrina de Cristo. Hoje os cristãos crêem que Jesus é ambos - Deus e homem. Cristo tem duas naturezas distintas, mas é uma única pessoa, não duas.
À Medida que buscamos entender a Cristo, devemos examinar sua posição perante a lei. Ele humilhou-se diante dela; como resultado. Deus o exaltou sobre ela. Esta é uma interessante ironia.
Durante seu ministério térreo, ele ensinou aos seus seguidores as coisas de Deus, tanto por palavra como por atos. Agora ele continua, lá do céu, sua obra profética operando por intermédio do Espírito Santo.
Jesus se apresentou como um sacrifício sacerdotal. O sacrifício de Cristo, feito uma vez por todas, foi a um tempo expiatório e vicário, e conquistou a salvação eterna para o seu povo.
Como segunda pessoa da trindade, co-criador com o pai, Cristo é o rei eterno sobre todas as coisas, como Salvador, ele é o rei de um reino espiritual. Ele entregará esse reino ao Pai quando concretizar a vitória final sobre o mal. Isto é, quando destruir esta ordem mundial de uma vez por todas e a fizer nova. Então o Universo, como o conhecemos, deixará de existir. Não haverá reis humanos ou poderes diabólicos capazes de reinar. Só Cristo e seu Reino serão preservados.
Jesus escolheu doze homens, que teriam a responsabilidade de representa-lo depois de haver ele voltado para o céu. Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capazes de transmitir com clareza a fé cristã.
4) Como foi conduzida a igreja primitiva e quais eram os padrões de: culto, adoração, moralidade, etc.
A igreja primitiva surgiu no cruzamento das culturas hebraica e helenística. Cinqüenta dias após a Páscoa, no dia do Pentecoste um som como um vento impetuoso encheu a casa onde o grupo se reunia. Línguas de fogo pousaram sobre cada um deles e começaram a falar em línguas diferentes da sua conforme o Espírito Santo os capacitava. Alguns zombavam dizendo que estavam embriagados.
Mas Pedro fez calar a multidão e explicou que estavam dando testemunho do derramamento do Espírito Santo, conforme previra os profetas do antigo testamento.
Durante alguns anos Jerusalém foi o centro da Igreja. Os primeiro cristãos formavam uma comunidade estreitamente unida em Jerusalém, após o dia do Pentecoste. Eles esperavam que Cristo voltasse muito em breve.
A princípio os seguidores de Jesus não viram a necessidade de desenvolver um sistema de governo da igreja, pois esperavam o retorno breve de Cristo, porisso tratavam dos problemas internos a medida que surgiam.
Um ou mais presbíteros presidiam os negócios de cada congregação, sendo que esses anciões, eram escolhidos pelo Espírito Santo, e nomeados pelos apóstolos. Alguns ministros chamados de evangelistas viajavam de uma congregação para outra, e quando isto ocorria, os Presbíteros (anciões), assumiam os deveres pastorais normais entre as visitas desses evangelistas.
Em algumas congregações, os anciões nomeavam diáconos para distribuir alimentos aos necessitados ou cuidar de outras necessidades materiais.
A igreja primitiva não possuía um centro terrenal de poder. Os cristãos entendiam que Cristo era o centro e a fonte de todos os seus poderes. A igreja primitivas não fornecia poderes mágicos, por meio de rituais ou de qualquer outro modo.
Visto que os cristãos primitivos adoravam juntos, estabeleceram padrões de adoração que diferiam muito dos cultos da sinagoga. Sabemos que a igreja primitiva realizava os seus cultos aos domingos, o primeiro dia da semana, e que esses cultos eram realizados no templo de Jerusalém, nas sinagogas ou nos lares. Onde os cristãos eram perseguidos, os cultos eram realizados em lugares secretos, como as catacumbas.
Os cultos eram realizados em torno da ceia do Senhor, porém em determinado momento, começaram a ser realizados dois cultos, sendo que as horas eram escolhidas por questão de segredo, e visavam também atender as pessoas que não podiam comparecer aos cultos de adoração, durante o dia, por questão de trabalho.
O culto matutino era uma ocasião de louvor, oração e pregação. As pessoas que aceitavam a Cristo eram batizadas e os adoradores participavam dos cânticos, dos testemunhos ou de palavras de exortação.
Na ceia do Senhor era realizada uma refeição completa que os cristãos partilhavam em suas casas. Cada convidado trazia um prato para a mesa comum. A refeição começava com a oração e com o comer de pedacinhos de um único pão que representava o corpo partido de Cristo. Encerrava-se a refeição com outra oração e a seguir participavam de uma taça de vinho, que representava o sangue vertido de Cristo.
O batismo era um acontecimento comum da adoração cristã no tempo de Paulo, sendo que os primitivos cristãos interpretavam o significado do batismo como : símbolo da morte de uma pessoa para o pecado, de purificação de pecados, e da nova vida em Cristo.
Os primitivos cristãos, não confundiam o domingo com o sábado judaico, e não faziam tentativa alguma para aplicar a ele a legislação referente ao sábado.
5) Como você definiria o ministério do apóstolo Paulo.
Segundo escritos apócrifos, Paulo era um homem de baixa estatura, parcialmente calvo, pernas arqueadas, de compleição robusta, olhos próximos um do outro e nariz um tanto curvo. Porém sua verdadeira aparência teremos de deixar por conta dos artistas, pois não sabemos ao certo, porém mais importante é sabermos o que ele sentia, o que pensava, e o que fazia.
As cartas procedentes de sua pena, preservadas no Novo Testamento, dão eloqüente testemunho da paixão de suas convicções e do poder de sua lógica. O teólogo tem material suficiente para criar intérminos debates acerca daquilo em que Paulo acreditava.
Paulo começou na sinagoga de Damasco, a dar testemunho de sua recém-encontrada fé. O tema de sua mensagem concernente a Jesus era, que Ele era o filho de Deus.
Ele pregou por breve tempo em Damasco, foi-se para a Arábia e depois voltou para Damasco. Posteriormente a jovem e florescente Igreja de Antioquia resolveu enviar a Paulo juntamente com Barnabé, como missionários. Eles foram primeiramente a Salamina, na ilha de Chipre. Os êxitos de seus esforços missionários nessa ilha incentivaram Paulo e seus parceiros a avançar para território mais difícil.
Em antioquia, Paulo tornou-se o porta-voz e criou-se um padrão conhecido de todos. Alguns criam em sua mensagem e se regozijavam, outros a rejeitavam e provocavam oposição.
Paulo resolveu percorrer de novo a difícil rota sobre a qual ele tinha vindo, a fim de fortalecer, encorajar e organizar os grupos de cristãos que ele e Barnabé haviam estabelecido. Ele, não deixava seus convertidos desorganizados e sem liderança capaz, mas, pelo mesmo motivo, não permanecia muito tempo num só lugar.
Após uma curta permanência em Antioquia, Paulo partiu em sua terceira viagem missionária no ano 52 d.C. Desta vez suas primeiras paradas foram na Galácia e na Frígia. Depois de visitar as igrejas em Derbe, Listra, Icônio e Antioquia, ele resolveu fazer algum trabalho missionário intensivo em Éfeso, a capital da província romana da Ásia, o que provou ser a mais exitosa e extensa de suas atividades missionárias em qualquer localidade.
Depois de três invernos em Éfeso, Paulo passou o seguinte em Corinto. Ali Paulo fez outros preparativos para uma visita a Roma.
Os cristãos de Jerusalém ficaram felizes ao ouvir o relatório de Paulo sobre a divulgação da fé Cristã.
O Novo Testamento não nos fala da morte de Paulo. Muitos estudiosos modernos crêem que César libertou o apóstolo, e que ele empenhou-se em mais trabalho missionário antes de ser preso pela segunda vez e executado.
As Epístolas de Paulo são o espelho de sua alma. Revelam seus motivos íntimos, suas mais profundas paixões, suas convicções fundamentais. Paulo estava mais interessado nas pessoas e no que lhes acontecia do que em formalidades literárias.
Líderes fortes, como Paulo, tendem a atrair ou repelir os que eles buscam influenciar. Paulo tinha tanto seguidores devotados quanto inimigos figadais.
A forma clara e lógica de Paulo de explicar as grandes doutrinas da fé cristã foi, sem dúvida, resultado, pelo menos em parte de sua educação escolar aos pés de Gamaliel, que fortaleceu sua ortodoxia hebraica. Paulo foi um pregador persuasivo, redirecionado por Jesus Cristo, ele exortava seus ouvintes a crer e ser salvos no filho de Deus.
Paulo apontava para sua própria vida e obra como prova da sua mensagem, anunciando boas novas experimentadas pessoalmente.
Os auditórios achavam Paulo franco, corajosamente zeloso, equilibrado e simpático. Paulo trazia a lembrança de seus ouvintes judeus sua história, sua língua, seus costumes. Entre os gentios ele apelava para a curiosidade grega a respeito de novos ensinos. Ele atraía a atenção dos ouvinte com palavras, gestos ações dramáticas, e advertências.
O único objetivo de Paulo era ganhar almas para Cristo. Suas exortações e advertências eram calorosas e emocionais. Também usava argumentos convincentes, resumos bem desenvolvidos e aplicações pessoais. Paulo refletia os ensinos de Jesus, embora raramente citasse o Mestre.
Ele pregava com amor e compaixão pastorais. Sua teologia tinha por centro a pessoa e obra de Cristo. Ele cria que as exigências éticas da lei judaica deviam ser cumpridas; mas também cria que o novo homem, cheio do Espírito devia executar em virtude da motivação interior aquilo que as exigências da lei deixaram de realizar pela força.
Paulo sabia diferenciar entre suas próprias opiniões, e os mandamentos do Senhor. Mesmo em face de circunstâncias extremas, ele estava totalmente comprometido com Cristo, quer na vida, quer na morte. Seu testemunho é profundamente firmado nas realidades espirituais, como disse em Filipenses, Tanto sabia estar humilhado, como ser honrado, já havia tido experiência em todas as circunstâncias, tanto de fartura, como de fome, assim de abundância, como de escassez, tudo podia naquele que o fortalecia.
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